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Mostrando postagens de julho, 2025

O saldo do vôlei feminino do Brasil na Liga das Nações de 2025

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A campanha do vôlei feminino do Brasil na Liga das Nações de 2025 foi importante em muitos sentidos. O país voltou a uma decisão grande – o que não rolava desde o Campeonato Mundial de 2022. Caiu apenas pra Itália, time superior aos demais, hoje. E foi mais competitivo na peleja do ouro: ganhou um set. Isso é bem relevante se lembrarmos o triplo 3x0 sofrido nas últimas três finais high profile (Olimpíada de 2020, VNL e Mundial de 22) disputadas até então. Além disso, a Seleção manteve-se postulante a pódio mesmo sem praticamente metade (Nyeme, Thaisa e Carolana) das titulares do bronze em Paris. Sem falar da perda de Ana Cristina , ainda antes dos playoffs . Há questões técnicas a serem pensadas pro futuro – sobretudo o lance das opostas. Mas três jovens verde-amarelas, em especial, saem da Nations maiores do que entraram: Julia Bergmann (24 anos), Julia Kudiess (22) e Marcelle (23). Se o Brasil vencesse o torneio, Julia B seria candidata a MVP. Após a lesão de Aninha, fic...

Turquia x Argentina e a polêmica da invasão sobre a rede

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(Texto atualizado em 22 de julho de 2025) - Tivemos um lance que deu bastante pano pra manga, na Liga das Nações masculina de vôlei. Foi no tie-break de Turquia x Argentina . O jogador do selecionado turco Matic subiu sozinho, na rede, e concluiu um contra-ataque após defesa sul-americana parcial. Os argentinos pediram desafio, alegando invasão por cima... E ganharam. Tanto a jogada quanto a partida, pois calhou de o lance ser o último do duelo. Aí, veio a reclamação – dentro e fora da equipe turca. O comentarista Marco Freitas, por exemplo, contestou o veredicto, numa transmissão posterior do SporTV. Pois bem. O que diz a regra em situações assim? Na subseção “Invasão sobre a rede”, o texto regulador informa [1] : “Ao bloquear, o bloqueador poderá tocar a bola além da rede, desde que ele/ela não interfira no jogo do adversário antes do golpe de ataque deste.” “Após um golpe de ataque é permitido ao jogador passar as mãos além da rede, desde que o contato inicial com a...

França: o destaque da primeira fase da VNL feminina

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É curioso. A grande sensação da Liga das Nações feminina é uma seleção que não chegou ao mata-mata: a França . A equipe de Cesar Hernández González – ex-Coreia do Sul e ex-auxiliar de Giovanni Guidetti no VakifBank – deu verdadeiro salto de qualidade, em 2025. Endureceu contra times importantes. Vide o Brasil. Zé Roberto e companhia só superaram o volume e o saque franceses no tie-break. Tal como Alemanha e Estados Unidos, aliás, que estarão nas quartas-de-final. Na comparação com a campanha de 2024, a primeira do país na história da VNL, as vitórias mais que dobraram: cinco, agora, contra duas. Nona colocação geral (entre 18 competidores), contra 14ª (entre 16). Flertou-se até com os playoffs – algo notável pra quem, por exemplo, só tem uma Olimpíada no currículo: a que sediou ano passado. E que voltará a disputar o Campeonato Mundial de vôlei após 51 anos de ausência. (Na chave brasileira, inclusive). As estatísticas individuais da França falam por si, nessa Liga das Nações...