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Mostrando postagens com o rótulo vôlei feminino

Copa Brasil, 2026: Osasco leva o bi com banco funcionando e recuperação emocional rápida pós-Sul-Americano

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O Osasco defendeu seu título da Copa Brasil da forma mais cobiçada: ganhando o bi. E, apesar de não ter mais o melhor elenco do nosso vôlei feminino, como tinha em 2024-25, conseguiu a taça de 2026 muito por conta do banco – tanto nas intervenções do treinador (enaltecidas por Marco Freitas no SporTV ) quanto na entrada efetiva de atletas. Nesse sentido, é interessante pensar em Tifanny e Valquíria : duas titulares na maior parte da temporada passada, mas que, agora, viraram opções. E foram importantes na final. Tiffany marcou 15 pontos e Valquíria, cinco (quatro de bloqueio). Ambas mudando seus status iniciais e começando jogando no quarto e último set. Também vale pontuar a recuperação emocional osasquense. O time vinha de uma derrota por sets diretos ante o Sesi Bauru , na decisão do Sul-Americano . E, menos de uma semana depois, lá estava ganhando de Sesc RJ Flamengo e Minas pela primeira vez em 2025-26. Deixando somente um set escapar, somando-se os dois compromissos....

Renasce Sorocaba... E um levantamento da pontuação dos últimos colocados da Superliga feminina de 2016-17 pra cá

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O Renasce Sorocaba conquistou sua primeira vitória na Superliga feminina , ontem. Bateu o Tijuca por três sets a dois e atingiu, assim, seis pontos na tabela do campeonato de 2025-26 . Desde que passei a comentar jogos esportivos – 2022 –, é a primeira vez que vejo um 12º colocado ser tão competitivo no naipe feminino de vôlei. Em certas temporadas deste intervalo, o lanterna não conseguiu ganhar nenhuma das 22 partidas disputadas, pra se ter ideia. Sorocaba quebrou a barreira do triunfo na 18ª. Levando Fluminense, Tijuca (no primeiro turno), Sesc RJ Flamengo e Batavo Mackenzie ao tie-break, antes disso. Pensando na competitividade do time paulista, pesquisei e levantei a pontuação dos últimos colocados nas 10 temporadas mais recentes da Superliga das mulheres, contando com a atual. Eis o resultado: A campanha corrente de Sorocaba só fica atrás de São Caetano (2019-20), Curitiba (2021-22) e Camboriú (2018-19), no recorte de pontos. E iguala Valinhos (2016-17), embora supera...

Flamengo x Fluminense: por que Fabíola não foi substituída, no fim do quarto set da final do Carioca

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Não é todo dia que se vê uma equipe incompleta, no vôlei. Mas rolou na final do Campeonato Carioca feminino . Ao ficar sem Fabíola , o Fluminense terminou o quarto set com menos de seis atletas em quadra – o que não é permitido. Assim, perdeu a parcial pro Flamengo. Mas por que isso aconteceu? Por que a comissão técnica tricolor não substituiu sua levantadora titular, como era de se imaginar a princípio? Em situações normais, Fabíola teria mesmo dado lugar à reserva imediata, Amanda Sehn , e a decisão continuaria sem grandes solavancos. Só que o Flu já tinha gasto as substituições regulares envolvendo ambas, naquele set. Ou seja: pra integrante da Seleção na Rio-2016 sair, ali, apenas por meio de uma substituição excepcional . Aí veio o problema: quando se faz esse tipo de alteração, a jogadora retirada não pode mais retornar. Nem nos sets seguintes. “O jogador lesionado/doente/expulso substituído através de uma substituição excepcional não tem permissão para voltar para a pa...

Precisamos, mesmo, levar as premiações individuais de campeonato a sério?

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É um tema polêmico. Sempre rola uma ou outra distorção “complexa” nas escolhas. Mas ontem a parada foi das mais esquisitas que eu já vi, nesse curto período acompanhando vôlei. A escolha de Alessia Orro como MVP do Campeonato Mundial feminino e as ausências de Myriam Sylla e Julia Kudiess do dream team não se sustentam por nenhum critério técnico. Nenhum. Entre as equipes semifinalistas, até acredito que a levantadora titular da Itália tenha sido a mais regular na sua função. Mas Sylla foi a grande protagonista das campeãs tanto na semi quanto na decisão – pra dizer o mínimo. E Anna Danesi , lembrada na seleção do torneio, teve atuação discreta nos embates-chave. Só não foi substituída contra o Brasil, imagino eu, pelo banco curto de Julio Velasco no meio-de-rede, inclusive. Ambas as centrais brasileiras poderiam estar na lista. E Julia K (maior bloqueadora do certame) deveria, tamanho o desempenho. Sei que Bernardinho já criticou as premiações individuais, no passado – embo...

Os números não nos contam tudo, por si sós

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A equipe dos Estados Unidos eliminou o Canadá , hoje mais cedo, e garantiu vaga nas quartas do Mundial feminino de vôlei. Uma vitória tranquila (3x0), refletida nas estatísticas gerais de pontuação de quase todos os fundamentos [1] . Ataques... Bloqueios... Pontos em erros adversários... Menos saques. No departamento de pontos em serviços, as canadenses “venceram” por 4x3. Isso quer dizer que as vizinhas de cima dos States sacaram com mais eficiência? Não. Bem pelo contrário: foram os EUA que causaram mais danos à recepção rival, ao longo da partida. Não à toa, o grande fundamento das campeãs de 2014, no duelo pelas oitavas de final, acabou sendo o bloqueio. Taí um exemplo interessante de como os números ajudam a gente a entender as coisas - mas não nos contam tudo, por si sós. É preciso pesar o contexto no qual eles surgem. Avaliá-los. Aí, sim, os benditos poderão nos dizer paradas úteis de verdade. [1] Aqui eu tomo como base a nomenclatura do site Volleyball Wo...

Campeonato Mundial: relembre todos os elencos do vôlei feminino do Brasil, edição por edição passada

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O Campeonato Mundial de vôlei feminino tá comendo solto na Tailândia. Por lá, o Brasil de José Roberto Guimarães persegue o sonhado título - ainda inédito pras moças verde-amarelas. Aproveitando o momento, resolvi fazer uma daquelas minhas pesquisas doidas. Busquei todos os elencos que representaram a seleção brasileira adulta, edição por edição, antes de 2025. E o resultado taí embaixo. Bora relembrar nossos times, um por um? França, 1956 Colocação da equipe: 11º lugar (entre 17 participantes). ·          Neucy, Zezé, Martha, Margot, Marly, Marina, Celma, Yolanda, Leila, Norma, Lilian e Gilda. Possível time da estreia: ·          Levantadoras : Neucy e Zezé ·          Cortadoras : Martha, Norma, Marly e Lilian (ou Margot) Treinador: Hélio Cerqueira (Corrente).   Curiosidades: o time jogava no 4-2. E, segundo a colega Marina, Norma foi consider...

O saldo do vôlei feminino do Brasil na Liga das Nações de 2025

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A campanha do vôlei feminino do Brasil na Liga das Nações de 2025 foi importante em muitos sentidos. O país voltou a uma decisão grande – o que não rolava desde o Campeonato Mundial de 2022. Caiu apenas pra Itália, time superior aos demais, hoje. E foi mais competitivo na peleja do ouro: ganhou um set. Isso é bem relevante se lembrarmos o triplo 3x0 sofrido nas últimas três finais high profile (Olimpíada de 2020, VNL e Mundial de 22) disputadas até então. Além disso, a Seleção manteve-se postulante a pódio mesmo sem praticamente metade (Nyeme, Thaisa e Carolana) das titulares do bronze em Paris. Sem falar da perda de Ana Cristina , ainda antes dos playoffs . Há questões técnicas a serem pensadas pro futuro – sobretudo o lance das opostas. Mas três jovens verde-amarelas, em especial, saem da Nations maiores do que entraram: Julia Bergmann (24 anos), Julia Kudiess (22) e Marcelle (23). Se o Brasil vencesse o torneio, Julia B seria candidata a MVP. Após a lesão de Aninha, fic...

França: o destaque da primeira fase da VNL feminina

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É curioso. A grande sensação da Liga das Nações feminina é uma seleção que não chegou ao mata-mata: a França . A equipe de Cesar Hernández González – ex-Coreia do Sul e ex-auxiliar de Giovanni Guidetti no VakifBank – deu verdadeiro salto de qualidade, em 2025. Endureceu contra times importantes. Vide o Brasil. Zé Roberto e companhia só superaram o volume e o saque franceses no tie-break. Tal como Alemanha e Estados Unidos, aliás, que estarão nas quartas-de-final. Na comparação com a campanha de 2024, a primeira do país na história da VNL, as vitórias mais que dobraram: cinco, agora, contra duas. Nona colocação geral (entre 18 competidores), contra 14ª (entre 16). Flertou-se até com os playoffs – algo notável pra quem, por exemplo, só tem uma Olimpíada no currículo: a que sediou ano passado. E que voltará a disputar o Campeonato Mundial de vôlei após 51 anos de ausência. (Na chave brasileira, inclusive). As estatísticas individuais da França falam por si, nessa Liga das Nações...