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Um balanço do vôlei de quadra do Brasil na Olimpíada de Paris, 2024

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A Olimpíada de Paris acabou de acabar, já diria o poeta. E deixou um gostinho distinto na boca do voleifã brasileiro de quadra. Enquanto o naipe feminino fez o país sonhar, o masculino mostrou que precisará de reinvenção. Comecemos pelos homens. O grupo de Bernardinho entrou na capital francesa sem favoritismo à medalha. E correspondeu à expectativa comedida. Caiu nas quartas-de-final – mesmo patamar em que vem sendo eliminado nas competições atuais. Até duelou de forma parelha contra a Polônia, na primeira fase. Poderia ter ganhado da vice-campeã. Mas foi só. A equipe perdeu todos os confrontos diretos. Incluindo o revés eliminatório ante os Estados Unidos – que, tal qual o Brasil , enfrentaram dificuldades para refrescar a formação. Bernardinho teve pouco tempo de trabalho. Por isso, manteve a linha e o time delineados pelo antecessor, Renan Dal Zotto. E os problemas dos anos passados continuaram. Sobretudo no saque e no bloqueio. Para Los Angeles, a renovação que muitos ...

2023: a volta de Thaisa e a falta de Ana Cristina | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Seleção troca figurinhas durante partida contra o Japão, no Pré-Olímpico. Imagem: reprodução/Youtube GE ) A “ prata com gostinho de ouro ” teve seu valor. Mas era hora de virar a página. Vice de duas Ligas das Nações , da Olimpíada e do Mundial num curto intervalo de tempo – perdendo as três últimas finais por 3x0 –, o Brasil de José Roberto Guimarães precisava voltar a ter fome. E ninguém melhor do que Thaisa para resgatar esse sentimento. “Nós temos que dar um salto de qualidade, sim. A gente precisa ganhar uma grande competição. E, pra isso, a gente tem que trabalhar e evoluir mentalmente pra esse tipo de situação”, disse o head coach em entrevista ao Web Vôlei . Thaisa não vestia a camisa verde e amarela desde 2018 . Pedira dispensas em 2019 e 2021 – na última, o adeus soava definitivo. Só que Zé a convenceu a retornar. O título almejado pela comissão técnica, todavia, não viria em 2023. Temporada na qual a equipe não poderia escalar Carol Gattaz nem Julia Kudiess , gra...

2022: ciclo menor, competitividade igual | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Elenco festeja a virada contra o Japão, no mata-mata do Mundial. Imagem: reprodução/ Youtube GE ) O Brasil superou as expectativas e faturou a prata na Olimpíada de 2020 , disputada em 2021. Um resultado celebrado – conquistado por um grupo de faixa etária elevada. Para se ter uma ideia, apenas três das 12 vice-campeãs tinham menos de 30 anos. E só Ana Cristina , menos de 27. A renovação que não deu certo na preparação de Tóquio teria que rolar na de Paris. E com um ano a menos de ciclo. Que já começaria na temporada do Campeonato Mundial . José Roberto Guimarães não contaria mais com Fernanda Garay ... Camila Brait ... Nem Natália . Por isso, pediu paciência. Talvez os resultados não viessem de cara. Engano dele. Em 2022, a Seleção Brasileira novamente excederia os prognósticos, tanto no Mundial quanto na Liga das Nações . A caminhada na VNL deu-se de maio a julho. Tendo Kisy de oposta titular (22 anos) e Julia Kudiess no miolo (19), a Seleça perdeu o ouro para a Itália da MV...

2020-2021: Camila Brait, Carol Gattaz, Ana Cristina e a “prata com gostinho de ouro” | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Post atualizado em 8 de julho de 2024) (Seleção sobe, de máscara, ao pódio de Tóquio. Realizados em 2021, os Jogos de 2020 ficaram marcados pela ausência de público - e por uma campanha verde e amarela acima do esperado. Imagem: reprodução/Youtube Olympics ) Estava tudo pronto. O calendário, montadinho : Liga das Nações em maio, Olimpíada começando   no fim de julho. Bastava às equipes prepararem-se, fazerem os últimos ajustes e tcharam! O ciclo terminaria na apoteose de Tóquio, coroando o novo medalhista dourado em agosto de 2020. Aí veio a pandemia do Coronavírus e bagunçou o coreto. Ou melhor, ajudou a bagunçar. Porque, em janeiro, o anúncio do primeiro cancelamento não teve a ver com a COVID-19. A organização do Torneio de Montreux temia o impacto que a preferência das seleções pela VNL, coladinha ao evento suíço, causaria. Decidiu, então, cancelá-lo . Depois, a crise sanitária ferrou o esquema de vez. Em março, concordou-se pelo adiamento dos Jogos Olímpicos para 20...

2019: testes e retornos antes de Tóquio | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Zé instrui Gabi em duelo contra as dominicanas, no Pré-olímpico. Imagem: reprodução/Youtube Volleyball World ) Lesões, pedidos de dispensa e dificuldades na renovação pós-Rio 2016 forçaram a comissão técnica do Brasil a buscar soluções em 2019. Rodar. Testar possibilidades. E não tirar as veteranas do radar. Tal como 2018 , a temporada pautou-se por resultados abaixo da crítica nas principais competições. Apesar disso, a classificação olímpica – o objetivo maior – veio. Com contribuição relevante de quem? De uma das novatas testadas. Muito que bem... Comecemos pelo começo. Na Liga das Nações , a Seleção resgatou Léia . Conquistou a prata, entre maio e julho. Acabou superada pelos Estados Unidos, na decisão. 3x2, depois de abrir 2x0. A campanha salientou novo revés à Alemanha, que se transformava numa pedra no nosso caminho. Além de jogos duros com a emergente Polônia... Um êxito em sets diretos sobre a Turquia, já se inserindo no rol das badaladas, nas semi... E quedas an...

2018: o ano mais difícil | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Post atualizado em 9 de julho de 2024) (Jogadoras tentam conter a tristeza após perderem o primeiro set contra o Japão, no Mundial. O revés por 25-23 eliminou a Seleção antes mesmo do duelo terminar. Imagem: reprodução/Youtube Volleyball World ) De todos os anos de José Roberto Guimarães no vôlei feminino do Brasil , 2018 foi o mais complicado. A equipe rendeu abaixo do esperado – sobretudo no Campeonato Mundial , estrela da companhia. E viveu uma crise tanto física quanto no processo de renovação pós Rio-2016. Bora acessar o Túnel do Tempo e relembrar o que se deu com a Seleção, nesse período difícil? A temporada abriu trazendo novidade: a primeira Liga das Nações da história. De maio a julho. Havia expectativa de que Tifanny fosse chamada, pelas atuações na Superliga. Entretanto, a Federação Internacional ainda tentava balizar critérios de eligibilidade para atletas trans . Isso fez com que a atacante não fosse considerada na convocação da Confederação Brasileira. O iníci...

2017: emoção de sobra no último Grand Prix da história | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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  (Imagem: reprodução/Youtube Volleyball World ) A ausência do Brasil no pódio da Rio-2016 acendeu um debate sobre a renovação no vôlei feminino. Das sete titulares na eliminação contra a China, apenas Léia não estivera em Londres . E praticamente metade tomara parte nos dois títulos olímpicos. Fabiana, inclusive, remanescendo de Atenas . Parecia, de fato, o começo de algo. E as próprias jogadoras sabiam. Sheilla e Fabiana decidiram aposentar-se da Amarelinha. Além de Camila Brait. A ausência na Olimpíada fez a líbero sentir que sua história na trupe de José Roberto Guimarães havia atingido um teto. As três repensariam. Mas isso é assunto para daqui uns textos... Por ora, fiquemos em 2017. Um típico start de ciclo, com rodagens, experimentações. E formação principal já em Montreux , em junho. O título não vinha desde 2013. E veio perante a Alemanha. Nosso sétimo, na competição. Julho e agosto marcaram a realização do último Grand Prix . E a Seleção Brasileira se despe...

2016: China frustra o sonho do tri, no Rio | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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  (Imagem: reprodução/Youtube W! Entretenimento ) (Post editado pela última vez em 29 de março de 2026) -  “Não acho a equipe brasileira a mais forte. Vejo os Estados Unidos hoje como a seleção a ser batida, mas os Jogos Olímpicos são uma competição diferente na qual tudo pode acontecer. Temos que fazer o nosso, treinar bem e nos preocupar com a preparação.” O discurso de José Roberto Guimarães , dado em coletiva no mês de abril , tinha fundamento. As americanas chegavam a 2016 na condição de campeãs mundiais e do Grand Prix anterior. Mas, por mais que o treinador tentasse blindar suas comandadas, a expectativa crescia. Atuando em casa, sonhava-se que nosso vôlei feminino botasse a medalha dourada no peito. Para tanto, a comissão técnica quis de volta as jogadoras que perderam a temporada 2015 . E não haveria divisão. Seria um único plantel para pelear no Grand Prix, entre junho e julho, e na Olimpíada do Rio de Janeiro , em agosto. Thaisa não frequentava a Seleça desd...