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Um balanço do vôlei de quadra do Brasil na Olimpíada de Paris, 2024

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A Olimpíada de Paris acabou de acabar, já diria o poeta. E deixou um gostinho distinto na boca do voleifã brasileiro de quadra. Enquanto o naipe feminino fez o país sonhar, o masculino mostrou que precisará de reinvenção. Comecemos pelos homens. O grupo de Bernardinho entrou na capital francesa sem favoritismo à medalha. E correspondeu à expectativa comedida. Caiu nas quartas-de-final – mesmo patamar em que vem sendo eliminado nas competições atuais. Até duelou de forma parelha contra a Polônia, na primeira fase. Poderia ter ganhado da vice-campeã. Mas foi só. A equipe perdeu todos os confrontos diretos. Incluindo o revés eliminatório ante os Estados Unidos – que, tal qual o Brasil , enfrentaram dificuldades para refrescar a formação. Bernardinho teve pouco tempo de trabalho. Por isso, manteve a linha e o time delineados pelo antecessor, Renan Dal Zotto. E os problemas dos anos passados continuaram. Sobretudo no saque e no bloqueio. Para Los Angeles, a renovação que muitos ...

Pan-Americano de 2003: a derrota que ajudou o Brasil a ganhar o ouro olímpico no vôlei masculino em Atenas

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(Post atualizado em 28 de maio de 2024) “Muitos acreditam que aquela derrota foi a pedra fundamental da construção da conquista do ouro em Atenas.” Aquela derrota, lembrada na frase acima, retirada do livro Transformando suor em ouro , de Bernardinho, aconteceu nas semifinais dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo , em 2003. Exatamente um mês depois de uma das vitórias mais impressionantes da Seleção Brasileira masculina de vôlei em todos os tempos, o time que parecia imbatível parou diante da Venezuela , na República Dominicana. A equipe chegara havia pouco de Madri, onde, em 13 de julho, buscou um jogo complicado contra Sérvia e Montenegro e levou a Liga Mundial numa final memorável, vencida por 31-29 no quinto set. O clima no país verde e amarelo era de euforia. Aquela geração simplesmente ganhava tudo. Então, em 13 de agosto, a geração que ganhava tudo encarou os venezuelanos nas semi do Pan. Nenhum set perdido, até então. Só que algo não estava certo. Faltava alguma coisa...

1997-98: Rexona conquista o primeiro título da história do vôlei paranaense na Superliga

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(Post atualizado em maio de 2024) (Imagem: Pedro Serápio/Gazeta do Povo ) Em 7 de maio de 1998, Curitiba transformou-se na capital brasileira do vôlei. Ao derrotar o então tricampeão Leites Nestlé por 3 sets a 2, em Jundiaí, o Rexona conquistou a Superliga Feminina pela primeira vez, na temporada 1997-98. A primeira conquista de um clube do Paraná na história do torneio - considerando tanto o de homens quanto o de mulheres. Era a estreia do time dirigido por Bernardinho na competição. Mas se engana quem pensa que tudo não passou de sorte de principiante. Não mesmo. O triunfo foi fruto de trabalho duro, numa importante parceria entre poder público e privado. O Paraná Vôlei Clube , que futuramente seria conhecido como Rexona, foi apresentado à capital paranaense no primeiro semestre de 1997 e tinha Bernardinho como coordenador geral. Resultado de uma união entre setor da Unilever (da qual a marca Rexona fazia parte) e governo do Paraná sob a gestão Jaime Lerner, o novo clube busco...