O saldo do vôlei feminino do Brasil na Liga das Nações de 2025
A campanha do vôlei feminino do Brasil na Liga das Nações de 2025 foi importante em muitos sentidos.
O país voltou a uma decisão grande – o que não rolava desde o Campeonato Mundial de 2022. Caiu apenas pra Itália, time superior aos demais, hoje. E foi mais competitivo na peleja do ouro: ganhou um set. Isso é bem relevante se lembrarmos o triplo 3x0 sofrido nas últimas três finais high profile (Olimpíada de 2020, VNL e Mundial de 22) disputadas até então.
Além disso, a Seleção manteve-se postulante a pódio mesmo sem praticamente metade (Nyeme, Thaisa e Carolana) das titulares do bronze em Paris. Sem falar da perda de Ana Cristina, ainda antes dos playoffs.
Há questões técnicas a serem pensadas pro futuro – sobretudo o lance das opostas. Mas três jovens verde-amarelas, em especial, saem da Nations maiores do que entraram: Julia Bergmann (24 anos), Julia Kudiess (22) e Marcelle (23).
Se o Brasil vencesse o torneio, Julia B seria candidata a MVP. Após a lesão de Aninha, ficou bastante visada pelo saque adversário (e marcada, no ataque). Ainda assim, terminou liderando as estatísticas do time de José Roberto Guimarães em pontuação (202 pts – média de 13,5 por jogo), saque (13 aces) e defesas (97 – média de 6,5 por jogo). Sua evolução em peso de ataque e defensiva ficou evidente.
Já Julia K – top 3 nacional em pontuação geral (151 pts) e saque (7 aces, ao lado de Roberta) – destacou-se nos blocks. Anotou 63 pontos nesse departamento – média superior a quatro por partida. A maior bloqueadora disparada da VNL, com quase 20 pontos a mais que a segunda colocada, a polonesa Korneluk.
E, por fim, Marcelle. A principal história da Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve nesta Liga das Nações.
A líbero juntou-se ao grupo de Zé como convidada aos treinamentos. Adiante, subiu à categoria das relacionáveis. Há relatos na imprensa de que poderia ter sido utilizada mais cedo, não fosse uma contusão nos treinos. Entrou no duelo cardíaco contra a França, na semana três... E não saiu mais. Virou titular, um esteio no fundo de quadra brazuca. Expandindo aquilo que já havia prenunciado na temporada passada de clubes, quando deixou a fenômeno Lelê no banco do Fluminense.

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