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Um balanço do vôlei de quadra do Brasil na Olimpíada de Paris, 2024

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A Olimpíada de Paris acabou de acabar, já diria o poeta. E deixou um gostinho distinto na boca do voleifã brasileiro de quadra. Enquanto o naipe feminino fez o país sonhar, o masculino mostrou que precisará de reinvenção. Comecemos pelos homens. O grupo de Bernardinho entrou na capital francesa sem favoritismo à medalha. E correspondeu à expectativa comedida. Caiu nas quartas-de-final – mesmo patamar em que vem sendo eliminado nas competições atuais. Até duelou de forma parelha contra a Polônia, na primeira fase. Poderia ter ganhado da vice-campeã. Mas foi só. A equipe perdeu todos os confrontos diretos. Incluindo o revés eliminatório ante os Estados Unidos – que, tal qual o Brasil , enfrentaram dificuldades para refrescar a formação. Bernardinho teve pouco tempo de trabalho. Por isso, manteve a linha e o time delineados pelo antecessor, Renan Dal Zotto. E os problemas dos anos passados continuaram. Sobretudo no saque e no bloqueio. Para Los Angeles, a renovação que muitos ...

Tóquio, 1964: União Soviética leva o primeiro ouro olímpico, no vôlei masculino

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(Imagem: Guilherme Mattar) No texto anterior aqui do blog, contei o início da relação entre vôlei e Olimpíada , em, 1924 – ainda fora do evento propriamente dito. Pois bem. Quarenta anos depois, a modalidade entrou, de fato, no rol das competições. E a União Soviética faturou o ouro, no naipe masculino. A equipe vencedora levava vantagem no físico. Tinha jogadores mais altos e mais fortes que a concorrência. Preponderava, em especial, nos bloqueios. Além da segurança das bolas altas e da frieza/controle emocional, lembrados por Cacá Bizzocchi no livro O voleibol de alto nível: da iniciação à competição . O retrospecto prévio já impressionava. Dos cinco Campeonatos Mundiais disputados até aquele ponto da história, a URSS havia abocanhado quatro. E vinha de um bi invicto, inclusive. Não à toa, a nação socialista seria uma das primeiras escolas copiadas no esporte da pelota voando. A superioridade ficou comprovada, ainda, no modo como a conquista veio. Não rolava final em Tóquio, ...

Pan-Americano de 2003: a derrota que ajudou o Brasil a ganhar o ouro olímpico no vôlei masculino em Atenas

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(Post atualizado em 28 de maio de 2024) “Muitos acreditam que aquela derrota foi a pedra fundamental da construção da conquista do ouro em Atenas.” Aquela derrota, lembrada na frase acima, retirada do livro Transformando suor em ouro , de Bernardinho, aconteceu nas semifinais dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo , em 2003. Exatamente um mês depois de uma das vitórias mais impressionantes da Seleção Brasileira masculina de vôlei em todos os tempos, o time que parecia imbatível parou diante da Venezuela , na República Dominicana. A equipe chegara havia pouco de Madri, onde, em 13 de julho, buscou um jogo complicado contra Sérvia e Montenegro e levou a Liga Mundial numa final memorável, vencida por 31-29 no quinto set. O clima no país verde e amarelo era de euforia. Aquela geração simplesmente ganhava tudo. Então, em 13 de agosto, a geração que ganhava tudo encarou os venezuelanos nas semi do Pan. Nenhum set perdido, até então. Só que algo não estava certo. Faltava alguma coisa...