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Ana Moser: a primeira ministra do Esporte do Brasil

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(Imagem: canal do Youtube Foras de Série /Reprodução)   A volta do Ministério do Esporte a partir de 2023 será com Ana Moser na chefia. Extinta pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019, e abrigada desde então numa secretaria especial do Ministério da Cidadania (junto com os também extintos Ministérios da Cultura e do Desenvolvimento Social), a pasta retorna à vida própria na nova gestão de Luiz Inácio Lula da Silva – com direito à primeira mulher na história a assumir sua liderança . Quis o destino que o anúncio oficial ocorresse justo no dia 29 de dezembro de 2022 em que perdemos o primeiro – e até então único – esportista a ter chefiado a cadeira no Brasil: Pelé. O Rei do Futebol comandou a área no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, de janeiro de 1995 a janeiro de 1999. Sua indicação partiu deJuca Kfouri , a quem FHC oferecera o trabalho, anteriormente, mas que preferira seguir no jornalismo. Conhecida pela voz ativa e combativa dentro e fora das quadras, a ex-po...

Smel Araucária/Aspma/Berneck e o título invicto do Paranaense de 2022

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  (Foto: Federação Paranaense de Voleibol/Divulgação ) O dia 20 de novembro de 2022 foi especial para o Smel Araucária/Aspma/Berneck . Nesta data, jogando em casa, a equipe bateu o PM São José dos Pinhais/Aiel por 3x0 na grande final (25-19, 25-23 e 25-16) e faturou – pela segunda vez na história – o título do Campeonato Paranaense de vôlei masculino. Para alcançar o feito, o time treinado por Everson Ribeiro não tomou conhecimento dos adversários. Venceu todas as partidas que disputou, perdendo apenas dois sets ao longo da campanha invicta. Na fase classificatória, foram 10 triunfos em 10 jogos. Depois, na semifinal, um impressionante 3x0 sobre o Toledo/Prati Donaduzzi/Avotol (25-11, 25-15 e 25-17) credenciou o Araucária à decisão, quando superou o São José dos Pinhais e conquistou seu segundo estadual na categoria principal. O primeiro, obtido pelo então ASPMA/Araucária, também sob o comando de Everson Ribeiro, se deu em 2015. BATIDAS NA TRAVE EM SEQUÊNCIA Apesar de ter ...

Sollys/Nestlé/Osasco e o título mundial de 2012

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(Foto: Rafael Zito ) O Campeonato Mundial de clubes de vôlei feminino de 2012 foi marcante para o nosso país. Contando com várias atletas campeãs olímpicas pouco antes, em Londres, a mini-Seleção do Sollys/Nestlé/Osasco faturou o título, que não vinha para um time do Brasil desde 1994. O último brasileiro campeão mundial havia sido o histórico Leite Moça/Sorocaba de Ana Moser, Fernanda Venturini, Ida e Ana Paula, que levantou a taça em São Paulo. O certame então entrou em pausa, sendo retomado a partir de 2010, ano em que o Osasco perdeu a decisão para o Fenerbahçe Acibadem de Fofão e José Roberto Guimarães em Doha. Dois anos depois, novamente na capital do Catar, a equipe treinada por Luizomar de Moura  foi mais longe. Vindo de um terceiro lugar na edição de 2011, o clube estava em ótima fase esportiva. Era o atual campeão paulista, sul-americano e da Superliga. E tinha no elenco Sheilla , Jaqueline , Thaísa , Adenízia e Fernanda Garay , medalhistas de ouro na Olimpíada de...

2013: o primeiro título mundial do Sada Cruzeiro

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  (Imagem: reprodução/SporTV ) O voleibol masculino do Brasil já havia batido na trave algumas vezes no Campeonato Mundial de clubes . Projetos tradicionais como Banespa e Sada Cruzeiro chegaram a finais, mas acabaram ficando com o vice nas três primeiras decisões com brasileiros. Até que a Celeste mudou esse quadro na temporada 2013, conquistando seu primeiro título mundial. PRIMEIRA FASE Antes daquela edição, disputada em Betim (MG) no mês de outubro, só times italianos tinham sentido o gostinho de levar a taça. Incluindo o Itas Diatec Trentino, que bateu o Cruzeiro em Doha, na resolução de 2012. Em 2013, a campanha dos comandados de Marcelo Méndez começou com uma vitória de 3x0 sobre o La Romana , da República Dominicana, representante da NORCECA (Confederação da América do Norte, Central e Caribe). Na sequência, novo triunfo por sets diretos, desta vez sobre o campeão africano, Club Sportif Sfaxien , da Tunísia. Na rodada final do Grupo B , pintou o duelo mais aguardado, ...

As surpresas (positivas e negativas) do Mundial feminino de vôlei de 2022

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(Imagem: Volleyball World/Reprodução/Youtube ) O Campeonato Mundial feminino de vôlei de 2022 terminou no último fim de semana com a consagração da bicampeã Sérvia, vencedora invicta da competição. É chegada a hora, portanto, de falar sobre as equipes que surpreenderam – positiva ou negativamente – no torneio. Bora? SURPRESAS POSITIVAS O elenco do Brasil: José Roberto Guimarães teve à disposição um grupo bem mais homogêneo do que se supunha. No auge da campanha da Seleção, vice-campeã do mundo pela quarta vez na história, era como se o treinador tivesse o toque de Midas. Quem ele tirasse do banco e botasse em quadra, correspondia. Com exceção das centrais Júlia Kudiess e Lorena, “vítimas” da grande fase das titulares Carol e Carol Gattaz, todo o plantel brasileiro teve chances – plurais – de mostrar serviço. E mostrou, mesmo. Bélgica: Rebaixadas na última Liga das Nações, as belgas realizaram um Mundial bastante sólido. Tiveram a possibilidade real de vencer a favorita Itáli...

Holanda, Itália, Barcelona 1992 e o tie-break de 17 pontos

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  (Imagem: reprodução/Youtube) A discussão sobre como tornar o vôlei mais dinâmico e atrativo, com partidas de duração mais curta e específica, não é novidade. Ela ocorre pelo menos desde a década de 1980, e propiciou a criação de uma regra peculiar, cuja vida útil não passou de um ciclo olímpico: a do tie-break com teto máximo de 17 pontos . Mas como funcionava essa regra? E quando ela surgiu? Bom... O surgimento aconteceu após a Olimpíada de Seul, 1988 . Estabeleceu-se que todos os sets de um confronto passariam a ter o tal teto de pontuação, sem obrigação de vantagem de dois pontos em caso de 16-16. Bastava a uma equipe, portanto, alcançar 17 e pronto, vencia determinada parcial. A grande novidade ficou por conta do tie-break, que passou a transcorrer no sistema de pontos por rali – nos quatro primeiros, ainda vigorava o antigo esquema das vantagens. Aí veio a polêmica. Quando se criou este desempate especial, imaginava-se somente uma definição mais rápida, que certame...

3 grandes campanhas do Brasil no Mundial de vôlei feminino

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  (Brasil comemora ponto no quinto set da final contra a Rússia, em 2010. Imagem: reprodução/Youtube) O Campeonato Mundial feminino de 2022 está batendo na porta. Logo logo, a partir do próximo dia 23, ele começa. E a seleção brasileira, que estreia dia 24 contra a República Tcheca, buscará o título inédito. Para aplacar a ansiedade, enquanto o torneio não se inicia, separei 3 grandes campanhas já realizadas pelas mulheres do Brasil ao longo do tempo. Por muito pouco, o caneco não veio em nenhuma delas. Confira a lista: 1) Brasil – 1994 Trinta e quatro anos depois de sediar o evento pela primeira vez (1960), nosso país voltou a ser a capital do voleibol. E mandou bem demais, conquistando sua primeira medalha em mundiais. O time comandado por Bernardinho chegou invicto à decisão, superando oponentes de peso como China e Rússia . Mas, na final, deu Cuba . Atuais campeãs da Copa do Mundo (1991) e das Olimpíadas (1992), as caribenhas deram o troco pelo vice-campeonato no Gra...