As surpresas (positivas e negativas) do Mundial feminino de vôlei de 2022
O Campeonato Mundial feminino de vôlei de 2022 terminou no último fim de semana com a consagração da bicampeã Sérvia, vencedora invicta da competição.
É chegada a hora, portanto, de falar sobre as equipes que surpreenderam – positiva ou negativamente – no torneio.
Bora?
SURPRESAS POSITIVAS
O elenco do Brasil: José Roberto Guimarães teve à disposição um grupo bem mais homogêneo do que se supunha. No auge da campanha da Seleção, vice-campeã do mundo pela quarta vez na história, era como se o treinador tivesse o toque de Midas. Quem ele tirasse do banco e botasse em quadra, correspondia. Com exceção das centrais Júlia Kudiess e Lorena, “vítimas” da grande fase das titulares Carol e Carol Gattaz, todo o plantel brasileiro teve chances – plurais – de mostrar serviço. E mostrou, mesmo.
Bélgica: Rebaixadas na última Liga das Nações, as belgas realizaram um Mundial bastante sólido. Tiveram a possibilidade real de vencer a favorita Itália na primeira fase e, na segunda, brigaram por vaga nas quartas de final até a última rodada. Britt Herbots, aliás, só não foi eleita uma das melhores ponteiras do certame (como deveria ter sido) porque o time caiu antes do mata-mata.
Polônia: As comandadas de Stefano Lavarini estiveram a um passo de eliminar a futura campeã, Sérvia. Foi necessário um tie-break de 16-14 para que Boskovic e companhia as derrubassem, nas quartas. Antes, a equipe já havia causado sensação ao bater os Estados Unidos por 3x0, na segunda fase. A Polônia sofre com a inconstância, mas tem potencial. Que o diga a ponteira/oposta Magdalena Stysiak, de 21 anos, derrubadora de bola e bloqueadora de mão cheia.
Quênia: Quem diria que o plantel de Luizomar de Moura flertaria com a possibilidade de ser o primeiro país da África a avançar à segunda fase? As quenianas chegaram à última rodada da primeira etapa com chances, e até venceram um set contra o concorrente direto, Porto Rico. No fim, não deu, mas o saldo foi positivo.
SURPRESAS NEGATIVAS
Estados Unidos: A primeira fase da Liga das Nações deste ano deu a impressão de que Karch Kiraly não teria problemas para renovar o time estadunidense, campeão olímpico em Tóquio-2020. O Mundial, porém, desfez essa impressão. Cotados como um dos favoritos ao título, os EUA jogaram uma bolinha bem quadrada, apresentando inacreditáveis problemas no passe/defesa. Quem veio do banco não mudou o panorama e as principais atletas do elenco não renderam. A sensação é de que só alcançaram as semifinais por conta do chaveamento – e por demérito da Turquia.
Colômbia: Há alguns anos, as colombianas superaram a Argentina e tornaram-se as principais concorrentes do Brasil no cenário sul-americano. Disputando seu primeiro Mundial, contudo, a Colômbia mandou mal. As atuações do grupo de Antonio Rizola ficaram abaixo do esperado, e a nação saiu do certame sem nenhuma vitória (e apenas três sets ganhos) em cinco jogos.
A SELEÇÃO DO
CAMPEONATO (na minha modestíssima opinião)
Oposta: Boskovic (Sérvia)
Ponteiras: Gabi (Brasil) e Herbots (Bélgica)
Centrais: Carol (Brasil) e Danesi (Itália)
Levantadora: Drca (Sérvia)
Líbero: De Gennaro (Itália)
MVP: Gabi.

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