Tóquio, 1964: União Soviética leva o primeiro ouro olímpico, no vôlei masculino
No texto anterior aqui do blog, contei o início da relação entre vôlei e Olimpíada, em, 1924 – ainda fora do evento propriamente dito. Pois bem. Quarenta anos depois, a modalidade entrou, de fato, no rol das competições. E a União Soviética faturou o ouro, no naipe masculino.
A equipe vencedora levava vantagem no físico. Tinha jogadores mais altos e mais fortes que a concorrência. Preponderava, em especial, nos bloqueios. Além da segurança das bolas altas e da frieza/controle emocional, lembrados por Cacá Bizzocchi no livro O voleibol de alto nível: da iniciação à competição.
O retrospecto prévio já impressionava. Dos cinco Campeonatos Mundiais disputados até aquele ponto da história, a URSS havia abocanhado quatro. E vinha de um bi invicto, inclusive. Não à toa, a nação socialista seria uma das primeiras escolas copiadas no esporte da pelota voando.
A superioridade ficou comprovada, ainda, no modo como a conquista veio. Não rolava final em Tóquio, 1964: todos jogavam contra todos. Turno único. O título pintando com apenas uma derrota (para o Japão, medalhista de bronze) em nove confrontos. Mesma campanha da vice-campeã Checoslováquia – outra esquadra então relevante.
Os checos ficaram na prata por conta do número de sets perdidos: o dobro dos soviéticos.
E O BRASA?
O Brasil competiu em solo japonês possuindo menos atletas que o ideal: somente 10. Sem falar que “um adoeceu e outro contundiu-se durante as competições”, segundo Wanderley Marchi Júnior no livro “Sacando” o voleibol.
Ficamos em sétimo dentre 10 contendores, batendo Estados Unidos e Coreia do Sul, lanternas do torneio – e também a Hungria, vice-europeia em 1963.
Carlos Arthur Nuzman (futuro presidente da Confederação Brasileira de Voleibol e do Comitê Olímpico Brasileiro) esteve nesse plantel comandado por Sami Mehlinsky. Os destaques do grupo, no certame, de acordo com Cacá Bizzocchi, sendo Feitosa e Décio.

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