Um balanço do vôlei de quadra do Brasil na Olimpíada de Paris, 2024

Imagem editada digitalmente, baseada em desenho a mão, feito à lapiseira e caneta preta. O desenho mostra, na coluna central, os arcos olímpicos. Acima deles, surge a logo da Olimpíada de Paris (uma chama estilizada), com o inscrito “Paris 2024” ao seu pé. Abaixo dos arcos olímpicos, aparece a bandeira do Brasil. A imagem tem fundo na cor bege e mostra indícios de ter sido desenhada num papel que estava anteriormente dobrado.

A Olimpíada de Paris acabou de acabar, já diria o poeta. E deixou um gostinho distinto na boca do voleifã brasileiro de quadra. Enquanto o naipe feminino fez o país sonhar, o masculino mostrou que precisará de reinvenção.

Comecemos pelos homens.

O grupo de Bernardinho entrou na capital francesa sem favoritismo à medalha. E correspondeu à expectativa comedida. Caiu nas quartas-de-final – mesmo patamar em que vem sendo eliminado nas competições atuais. Até duelou de forma parelha contra a Polônia, na primeira fase. Poderia ter ganhado da vice-campeã. Mas foi só.

A equipe perdeu todos os confrontos diretos. Incluindo o revés eliminatório ante os Estados Unidos – que, tal qual o Brasil, enfrentaram dificuldades para refrescar a formação.

Bernardinho teve pouco tempo de trabalho. Por isso, manteve a linha e o time delineados pelo antecessor, Renan Dal Zotto. E os problemas dos anos passados continuaram. Sobretudo no saque e no bloqueio.

Para Los Angeles, a renovação que muitos pedem desde o pós-Rio-2016 terá de ocorrer. E há indícios de que coisas boas podem vir com ela. Darlan, Lukas Bergmann e Adriano que o digam.

Agora, as mulheres.

A esquadra de José Roberto Guimarães mirava o ouro. Era uma das francas favoritas, ao lado da vencedora Itália. Tinha potencial para conquistá-lo. Os EUA não colaboraram, nas semi.

Gabi provou-se mais uma vez fundamental. Exceção ao embate que tirou o Brasa da decisão, a ponta (presente no dream team do campeonato) realizou uma Olimpíada digna de MVP. Assim como Nyeme. A “doutora” cresceu na última temporada vestindo verde e amarelo. Poderia ter ficado com o prêmio individual na categoria de líbero.

Se o bronze não satisfez de todo nem torcida nem jogadoras, a bola apresentada no torneio olímpico – e especialmente em 2022 e 2024 – salientou que faltou pouco. Fazendo-se alguns ajustes, e mantendo-se a espinha dorsal da labuta deste ciclo (com ou sem Zé Roberto), a Seleção pode obter grandes conquistas no futuro.

 A safra de atletas para lá de promissoras  no meio-de-rede e na ponta, por exemplo, anima.

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