Copa Brasil 2025: a importância do plano B, na final do vôlei masculino

 

Jogadores de vôlei disputam uma partida, dentro de um ginásio cheio de torcedores. A imagem é um frame de vídeo da emissora responsável pela transmissão do jogo.
(Renato Pato arma-se para atacar a bola do título, encerrando o tie-break.

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Minas e Joinville fizeram um final bem interessante na edição de 2025 da Copa Brasil. De um lado, a potência ofensiva e a agressividade de saque minastenista. Do outro, a filosofia jogueira, de minimizar erros, catarinense.

Essas diferenças já garantiriam um duelo atrativo, em São José (SC). Mas o que deixou o embate bacana, de fato, foi a maleabilidade. O plano B dos dois lados.

O time de Gui Novaes começou sentando o sarrafo no serviço – herdeiro direto da tradição do Cruzeiro. Não deu certo. A quantidade de aces e passes quebrados não pagava a conta. Joinville abriu 2 sets a 0, e a impressão era a de que seus rivais não teriam como se ajustar.

Só que eles tinham, sim. Auxiliado pela maior homogeneidade do elenco, Minas recorreu ao banco – e à providencial mudança no saque, observada pelo comentarista Marco Freitas na transmissão do SporTV. Os saques mais variados o repuseram na partida. Aí, com o ponteiro Paulo inspirado, ganhou moral. Virou para 3 a 2 e levou o caneco.


Joinville tentou adaptar-se, na segunda metade decisiva. Assumiu o risco. Promoveu mudanças na formação e entradas pontuais. Incluindo a de Robert. O central, que costuma vir para sacar, já tinha feito o ponto definidor da semifinal, ante o Sesi Bauru. E, na final do domingo (16), contribuiu de novo. Fez diferença em TODAS as vezes nas quais saiu da suplência – a participação mais efetiva que já vi, até hoje, entre caras entrando especificamente para o serviço.

Claro, generalizar estilos coletivos não traduz a verdade toda. Nenhum clube é preto no branco. O grupo treinado por Rubinho sendo o maior exemplo. Por mais que se volte ao volume, os sulistas têm definidores e sacadores de mão cheia – o ponta Djalma e o central Michel, este com aproveitamento ofensivo assustador, na decisão, que o digam.

Ainda assim, cada plantel – e cada comissão técnica – possui um norte nítido de trabalho. E é legal notar que tais princípios não são imutáveis. Grandes vencedores sabem disso. E nós, como público que curte um voleizinho maneiro, também o percebemos, no apagar das luzes da Copa Brasil.

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