Osasco, Sesi Bauru, Praia Clube e Minas: uma análise da Copa Brasil de vôlei feminino de 2025
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(Texto editado pela última vez em 28 de fevereiro de 2026)
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Eu sei que competições de mata-mata não são ideais para análises. Ainda mais em jogo único, que dilui bastante os favoritismos. Mas a final da Copa Brasil feminina de 2025 trouxe um elemento tão relevante – nenhum grande mineiro disputando o ouro, algo inédito havia 10 anos – que me peguei pensando...
O que os finalistas Osasco e Sesi Bauru têm que Praia Clube e Minas não têm, hoje?
A resposta: equilíbrio nos elencos. Maior homogeneidade entre titulares e reservas. Especialmente Osasco.
Na decisão, isso ficou claro. O campeão Oz terminou a partida com duas atletas saídas do banco: Valdez e Kenya. Dupla importante, ao lado da também reserva Polina, para o time sobreviver ao alto nível de atuação do Bauru – sobretudo em marcação de bloqueio e volume – e levar a taça por 3 sets a 1.
Outro detalhe é o equilíbrio nas extremidades. Osasco tem Maira e o Sesi tem Kasiely nos quadros titulares. Praia e Minas, não. Tão potentes no ataque, têm de buscar alternativas na preparação dos pontos mexendo um pouco mais na estrutura da equipe.
Bom... E o que vai acontecer na parte derradeira da Superliga, agora?
Só Deus sabe.
O Praia Clube ainda é o líder da classificatória. O Minas, defensor do título, ainda é o segundo colocado.
Porém, é certo: o melhor elenco de Osasco sai fortalecido da Copa Brasil. O ajustado Sesi, vivendo seu auge competitivo em 2024-25, dá sinais de que pode beliscar. E a dupla de Uberlândia e Belo Horizonte fica com uma pulga atrás da orelha ainda maior que a da temporada passada, quando o Sesc RJ Flamengo de Sabrina e Roni ameaçou romper a dinastia pão de queijo.

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