Copa do Mundo de futebol de areia, 2025: título brasileiro numa competição atrativa

 

Desenho, feito à mão, representando as camisas usadas por Belarus e Brasil na final da Copa do Mundo de futebol de areia de 2025. O tom dominante da arte é azul claro.

Hoje, me deu vontade de falar de futebol de areia.

Até a Copa do Mundo recém-terminada em Seychelles, eu nunca tinha acompanhado a modalidade de forma profunda. Ficava mais na ótica do torcedor, mesmo.

Desta vez, tentei sacar a parada. E achei a experiência bem legal – sobretudo pela habilidade geral dos atletas, vários capazes de meter bicicletas num piscar de olhos. O formato sucinto da competição – 16 times – também ajudou. Gerou frequentes duelos de nível interessante.

Peguemos o campeão Brasil de exemplo. Para erguer sua sétima taça chancelada pela FIFA, a Seleça teve de:

·         compartilhar grupo com a Itália (vice em 2008, 2019 e na edição passada);

·         superar Portugal (campeã em 2015 e 2019), nas semi, e

·         bater Belarus (semifinalista em 2024) na decisão, no embate mais difícil dentre os quais assisti.

Sem falar da Espanha (vice em 2013), superada por goleada nas quartas. Ou El Salvador (semifinalista em 2011), encarada na fase de grupos. Ou seja: cinco adversários com histórico no evento em seis compromissos.

Não quero, com isso, reclamar do futuro Mundial de futebol de campo com 48 seleções. A globalização chegou a tal ponto em que acredito, de fato, ser preciso tornar a Copa mais “do mundo” na modalidade dos gramados. Ainda assim, é inegável o poder tecnicamente atrativo de um torneio enxuto como o das areias, de 2025.

Sobre o ganhador... O Brasil sobrou, na África. Era, de longe, o conjunto mais qualificado.

Os comandados de Marco Octávio estão sendo exaltados, em especial, pela segurança defensiva: oito gols sofridos, ao todo. O que fez da Seleção a campeã menos vazada da história do certame.

A forma como prevaleceram nos mata-matas ante Espanha e Portugal me chamou muita atenção. E até a final, contra Belarus (ganha por 4x3), só endureceu por conta de um deslize fortuito, quando as coisas seguiam num controlado 3x1, já no terceiro tempo.

Uma conquista quase impossível de se contestar.

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