Filipe Ferraz, Luizomar de Moura e dois jeitos de se ganhar campeonatos

Desenho, feito à mão e com fundo na cor azul clara, dos escudos usados em camisas dos times de vôlei Sada Cruzeiro e Osasco São Cristóvão Saúde da temporada 2024-25.

Sada Cruzeiro e Osasco São Cristóvão Saúde, campeões da nossa Superliga de vôlei 2024-25, tiveram algo em comum na temporada: elencos equilibrados. Ou homogêneos, como se gosta de dizer no idioma esportês.

Mas uma característica específica diferenciou o trabalho dos respectivos treinadores principais:

o modo de lidar com as maiores estrelas.

Filipe Ferraz teve a convicção de substituir atletas de renome quando julgou necessário. Foi assim no Mundial... No Sul-Americano... E na decisão da Superliga.

Deu certo.

Quem veio do banco ajudou a Celeste a ser bem sucedida nessas competições. Que o diga Oppenkoski, saído da reserva de Wallace para o MVP do Sula. E fundamental, também, na final superligueira.

Luizomar de Moura fez diferente com Natália, estrela da companhia osasquense. Esta quase não saía do time – mesmo quando o rendimento no passe oscilava.

Luiz confiava, sobretudo, no poder de definição da ponteira, que demonstrou nível de atuação mais eclético do que eu, vendo de fora, preconcebia no seu retorno ao Brasil.

Na hora H, a camisa 12 justificou a confiança. Não à toa, a levantadora Giovana costumava acioná-la bastante no terceiro terço dos sets. Foi crucial nos jogos grandes da Copa Brasil e da Superliga. E acabou eleita MVP (da decisão da primeira, e do torneio, em si, da última).

Os dois exemplos deixam claro: não há receita de bolo. Qualquer modelo pode ser adequado à realidade de um clube – desde que plenamente aceito pelo plantel (e isso parece ter rolado tanto no Cruzeiro quanto no Osasco) e embasado em dados estatísticos sólidos.

 

 

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