Goiás 1x0 Coritiba (Brasileirão – Série B, 2025) | Considerações sobre o jogo

Desenho, feito à mão, de duas camisas de futebol: uma representando a do Goiás, à esquerda, e outra representando a do Coritiba, à direita. A cor da arte é azul clara.

O Coritiba teve um de seus desafios mais difíceis, ontem, na Série B do Brasileirão. Sofreu bastante com a pressão de marcação do Goiás, na Serrinha. E acabou, de forma justa, superado por 1x0.

Durante 60, 65% do primeiro tempo, o Coxa viu o Esmeraldino roubar-lhe a pelota rápido. Os donos da casa nem criavam tanto, mas rondavam a área de Pedro Rangel – especialmente pela esquerda do ataque, deixando Alex Silva e Walisson em maus lençóis.

Apenas quando o Verdão goiano afrouxou esta pressão (e o volante pegador Marcão levou cartão amarelo) é que o Verdão paranaense trocou mais passes e estocou no contragolpe.

Uma alteração do interino Denis Iwamura – substituto do suspenso Mozart – teve boa intenção, no segundo tempo. Ele sacou Walisson e botou Nicolas Careca na esquerda ofensiva, invertendo Lucas Ronier à ponta direita coritibana. Isso ajudou no apoio a Alex Silva – até certo ponto. Porque o Esmeraldino respondeu avançando mais pelo outro lado. E foi num cruzamento do outro lado que o mandante encontrou o gol da vitória.

O Coxa de 2025 curte controlar o ritmo, ter posse – e sente dificuldade quando o adversário não o deixa atuar desse jeito. Já tinha sido assim contra o Operário, por exemplo. Só que, ante o Fantasma, a equipe contornara o problema via passes entre linhas e lançamentos/cruzamentos de Zeca e Bruno Melo. Com o aplicado Goiás, de transição bem ao estilo Vagner Mancini, não rolou. Tanto que Tadeu – revelado no Coritiba, inclusive – não realizou nenhuma defesa difícil na partida. Sem falar em Josué e Ronier, vigiadíssimos, que não conseguiram contribuir como podem.

Fico curioso para saber como será o Coritiba das próximas rodadas, agora que Nicolas Careca está de volta. Mozart vinha usando-o deslocado na ponta. Ontem, porém, a entrada do avante contribuiu para o Goiás ficar mais perigoso pela direita ofensiva. A perda da agilidade de Ronier na recomposição, ali, foi até apontada por Celso Ardengh, comentarista da transmissão da ESPN.

Talvez, então, fosse mais adequado seguir utilizando um ponteiro de ofício na região. Vejamos o que o treinero coxa-branca fará.

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