Brasil x Tchéquia: Seleção inicia Liga das Nações feminina de vôlei com protagonismo de Ana Cristina
Enfim, consegui assistir à estreia do Brasil na Liga das Nações feminina de vôlei. Reservei um tempinho e acompanhei o jogo contra a Tchéquia, ocorrido anteontem, no ginásio do Maracanãzinho.
Foi uma vitória típica de pontapé inicial, com coisinhas a serem ajustadas à medida que a campanha de 2025 avançar. Mas tranquila, de forma geral: 3x0. Ana Cristina sendo o destaque (16 pontos – 50% de aproveitamento nos ataques), entendendo-se quase de pronto com Macris.
A Seleção pisou na quadra, no Rio de Janeiro, com cinco remanescentes do bronze na Olimpíada de Paris:
· a levantadora Macris;
· a oposta Tainara;
· as ponteiras Julia Bergmann e Aninha e
· a central Diana.
Complementaram o quadro titular:
· a líbero Laís, passadora mais eficiente da última Superliga, e
· a central Julia Kudiess, voltando à Canarinho após grave lesão que a tirou de combate por oito meses, em 2024.
1º set: Macris começou apostando muito em Diana, no ataque. Preservou especialmente Tainara, neste momento. Depois, abriu às extremas e viu em Ana Cristina um esteio. A ponta anotaria sete pontos só na parcial.
As tchecas tentaram ser agressivas no saque. Não rolou. Erraram bastante no fundamento, sobretudo no início da partida.
O passe e o volume brasileiros fluíram. E a vitória das comandadas de José Roberto Guimarães, apesar de imprecisões no ataque, veio de buenas: 25-21.
2º set: A vida da Seleção estava tranquila até o treinador adversário, Ioannis Athanasopoulos, trocar a experiente ponteira Grozer por Bukovska. O rendimento verde e amarelo caiu, bem como a performance ofensiva de Tainara, que compensou realizando defesas importantes. Zé inverteu o 5-1 botando Jheovana e Roberta, mas o panorama seguiu duro.
O que resolveu foram os bloqueios em instantes-chave. E os aces, também – Tainara e Macris terminariam o embate com dois pontos de saque, cada. 25-20.
3º set: O nível de concentração tcheco baixou. As europeias cometeram erros não-forçados, ajudando o Brasil a ganhar mais folgado: 25-17.
Tainara voltou a causar estrago no serviço, variando a potência do golpe. As variações, aliás, apareceram de quebra nos ataques de Julia Bergmann. A diagonal curta dela, ponto final do confronto, que o diga.
Júlia Kudiess destacou-se nos blocks. Ela fecharia a contenda com cinco pontos no quesito (e nove, no total).
Lorena entrou no finzinho. Ainda rolou nova inversão com Jheovana e Roberta... E Aline Segato apareceu pra sacar no 24-16. Mantida até o juiz Denny Francisco Cespedes Lassi cruzar os braços em definitivo.

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