Liga das Nações masculina: um saldo da campanha do Brasil em 2025

A imagem mostra um desenho – feito à mão – com os seguintes elementos: a bandeira do Brasil, uma bola de voleibol em movimento e um símbolo aludindo à logo da Liga das Nações de voleibol.
(Imagem: Guilherme Mattar)


Agora que a VNL acabou tem um tempinho, é possível enxergar melhor o feito da Seleção na edição 2025.

Talvez a inesperada campanha na primeira fase, que incluiu liderança e vitórias ante os concorrentes diretos, dê ao bronze aparência menor... Uma carinha meio de prêmio de consolação. Mas, se pegarmos o histórico do Brasil na Liga das Nações, veremos que a terceira posição, na verdade, representou algo muito importante pro nosso vôlei masculino.

Somando todas as VNL’s prévias, pra se ter ideia, a Seleça só tinha medalhado uma vez. Apenas em 2021, quando faturou um título marcado por condições especiais.

No ciclo de Paris, então, a vida fora dura pra rapaziada verde e amarela. A equipe se viu eliminada sempre nas quartas, antes da disputa por medalha. Caiu assim em 2022... Em 2023... E também em 2024, com Bernardinho de volta e tudo – embora, neste caso, deva-se levar em conta a opção do treinador de manter a linha-base de Renan dal Zotto, pois a Olimpíada de Paris já batia à porta.

Ou seja: o bronze de 25 marcou a segunda melhor campanha do Brasil na Nations – em todos os tempos.

 

Sobre o desempenho dos jogadores, em si... Ficou nítido o crescimento de Cachopa e Maique, mais soltos sem a sombra de Bruninho e Thales.

A queda dos ponteiros, nos playoffs, também ficou evidente, como bem se discutiu por aí. Algo natural, especialmente no caso de Lukas Bergmann (21 anos), atleta ainda em desenvolvimento. Aspecto no qual o contemporâneo Arthur Bento parece mais adiantado.

Fico pensando, ainda, no que rolaria se Judson tivesse melhores condições físicas na semifinal contra a Polônia. Não tenho bola de cristal... Porém, o jogo tendia a ficar mais parelho. E o ataque brasileiro menos dependente da extremidade.

E o que dizer de Alan nesta Liga das Nações? Se Bernardo e companhia fossem campeões (ou de repente finalistas), o oposto seria sério candidato a MVP, tamanha a regularidade antes das semi.

Seu irmão Darlan, aliás, é outro que merece crédito. Caras como ele, enérgicos e cheios de potencial, não costumam aceitar a reserva de bom grado. Mas o rapaz de 23 anos aparentou tranquilidade ao perder a titularidade. Seguiu contribuindo firme – tanto nas inversões quanto nos saques. E, na derrota da semifinal, deixou o banco pra virar nosso destaque ofensivo.

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