A chave do Coritiba na Série B: o aproveitamento no campeonato “real”
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Eu não lembro a exata situação. Já faz uns bons aninhos.
Mas, quando ainda trabalhava na Globo/SporTV, Casagrande falou algo interessante:
são os pontos contra os concorrentes diretos que afetam, de verdade, o campeonato que um time disputa.
Por exemplo: surpreender o favorito ao título elevaria o moral de alguém lutando pra não cair. Só que tal vitória, no frigir dos ovos, teria menos impacto do que se a equipe perdesse esse duelo, porém batesse o digamos vice-lanterna.
Seria nesse “duelo de desesperados”, na competição "real", que o time decidiria sua sorte, de fato.
Pensando na lógica do “jogo de seis pontos”, faz sentido. E, se tomarmos tal ideia como norte, mesmo, a campanha do Coritiba na Série B atual fica ainda mais chamativa.
O líder Coxa fica em desvantagem contra pouquíssimos dos que já somaram mais de 30 pontos no certame. Apenas o segundo colocado Goiás e o quinto, Remo, o superam nos confrontos diretos, por ora.
Contra Chapecoense e Novorizontino, colegas de G4, a rapaziada do Alto da Glória pescou quatro dos seis peixes – ou melhor, pontos – possíveis. Ante o Vila Nova, sexto, então, foram duas vitórias. E, frente a Criciúma, Cuiabá e Avaí (sétimo, oitavo e nono), garantiu um triunfo contra cada. Aproveitamento bem distinto na comparação aos ocupantes do Z4.
Contra esses caras (Volta Redonda, Botafogo-SP, Paysandu e Amazonas), o pessoal de Mozart só venceu uma vez: ante o Voltaço.
O percentual com os adversários diretos (70%), justamente, servindo de contrabalanço ao registrado perante os ameaçados pela degola (42%).

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