Campeonato Mundial: relembre os elencos do vôlei masculino do Brasil, edição por edição passada

A imagem é formada por um desenho, feito à mão, de uma camisa de vôlei de quadra, à esquerda, e uma bola de vôlei, à direita de um fundo branco. A camisa em questão representa, com algumas liberdades estilísticas, o uniforme amarelo usado pela seleção masculina do Brasil no Campeonato Mundial de 2002.

A zebra anda passeando pelo recém-iniciado Campeonato Mundial masculino! E o vôlei do Brasil tenta ficar imune a ela enquanto persegue o quarto título de sua história – novamente com Bernardinho no comando técnico.

Bora então fazer uma viagem no tempo, relembrando todos os elencos da Seleção no torneio? Edição por edição passada? De 1956 até 2022?

Vem comigo!

 

França, 1956

Colocação: 11º (entre 24)

·         Lúcio, Alexandre, Jorginho, Urbano, Nelson, Maurício, Quaresma, Borboleta, Joel, Alvaro, Sérgio e Márcio.

Time-base[1]:

·         Urbano, Sérgio (Nelson), Lúcio, Borboleta, Quaresma e Jorginho.

Treinador: Sami Mehlinsky

 

Curiosidade: o time atuava no 6-6, com todos atacando e levantando. 

Segundo o livro Vôlei no Brasil – uma história de grandes manchetes, de Oscar Valporto, “a tática consistia no primeiro passe já ser um levantamento para que o homem na rede, ao saltar, decidisse se ele mesmo cortaria ou levantaria para um terceiro[2].”

 

Brasil, 1960

Colocação: 5º (entre 14)

·         Lúcio, Alvaro, Roque, Financial, Décio, Borboleta, Urbano, Quaresma, Pedro, Feitosa, Murilo e Newdon.

Time-base da fase final:

·         Roque, Quaresma, Décio, Pedro (Feitosa), Álvaro e Urbano.

Treinador: Geraldo Faggiano

 

Curiosidade: relatando a vitória contra a França (3x0, pela fase final), a carioca Tribuna da Imprensa se referiu ao esquema brasileiro como “6-6 com infiltração, passes longos para as pontas e fintas bem executadas[3]”.

 

União Soviética, 1962

Colocação: 10º (entre 21)

·         Quaresma, Newdon, Pedro, João Cláudio, Victor, Fabio, Belfort, Nuzman, Marco Antônio, Arnaldo, Josias e Décio.

Time-base do início da fase final[4]:

·         Quaresma, Newdon, Marco Antônio (Arnaldo), Josias, Victor e Fabio.

Treinador: Sami Mehlinsky

 

Curiosidade: (José) Belfort é pai do lutador Vitor Belfort – e avô da líbero Vitoria Belfort, titular da seleção sub-19 no Mundial feminino da categoria em 2025.

 

Tchecoslováquia, 1966

Colocação: 13º (entre 22)

·         Victor, Feitosa, Ary, Nuzman, Marco Antônio, Moreno, Paulo Russo, Pedro, Zé Maria, Mário Guy, Mário Dunlop e Roque.

Time da estreia:

·         Levantadores: Victor e Feitosa

·         Cortadores: Moreno, Marco Antônio, Nuzman e Roque.

Treinador: Célio Cordeiro

 

Curiosidades: a formação sugere um 4-2.

Dois jogadores do elenco fariam carreiras importantes como dirigentes: Ary (Graça), futuro presidente da CBV e da FIVB, e (Carlos Arthur) Nuzman, futuro presidente da CBV e do COB.

 

Bulgária, 1970

Colocação: 12º (entre 24)

·         Feitosa, Bebeto, Moreno, Delano, João Jens, Luiz Eymard, Paulão Peterle, Alexandre, Mário Marcos, Aderval, Danillas e Décio.

Possível time titular da estreia[5]:

·         Feitosa, Paulão Peterle, João Jens, Luiz Eymard, Delano e Mário Marcos.

Treinador: Paulo Matta.

Curiosidades: 

de acordo com o Correio da Manhã, Paulo Matta alterou o estilo da Seleção após a Olimpíada da Cidade do México (1968), “quando a concepção de jôgo do Brasil teve que ser reformulada devido à conduta dos europeus, nossos tradicionais adversários.” Uma das mudanças se deu “no sentido de dar mais velocidade à equipe, desprezando o jôgo de bolas altas, detalhe sempre prejudicial às nossas equipes[6].”

Embora eu não tenha encontrado a informação nos jornais da época, as funções dos jogadores seriam as seguintes, conforme reportagem de Elisa López no GloboEsporte.com[7]:

·         Levantadores: Feitosa, Mário Marcos, Décio e Bebeto

·         Pontas: João Jens, Luiz Eymard, Aderval e Moreno

·         Meios-de-rede: Paulo Peterle, Delano, Alexandre e Danillas

Isso sugeriria um 4-2.

 

México, 1974

Colocação: 9º (entre 24)

·         Bebeto, William, Fernandão, Danillas, Zé Henrique, Delano, Moreno, Luiz Eymard, Suíço, Negrelli, Lino e Paulão Peterle.

Time-base[8]:

·         Lino, Danillas, Bebeto, Luiz Eymard, Paulão Peterle e Moreno.

Treinador: Célio Cordeiro

 

Curiosidade: Célio Cordeiro detalhou ao JB (mesma edição-fonte do time-base) as alterações que costumava promover na equipe:

“(...) Delano, no lugar de Danillas, Suíço, mais alto do que Lino, Fernando, na passagem de rede de Bebeto, por causa da estatura, e William, no fundo de quadra.” Na visão do comandante, o ataque foi o ponto forte brasileiro no Mundial, enquanto o bloqueio – por conta da altura limitada em relação aos rivais mais fortes – representou o principal problema.

 

Itália, 1978

Colocação: 6º (entre 24)

·         William, Bebeto, Renan, Moreno, Bernard, Suíço, Montanaro, Deraldo, Aloísio, Zezinho, Xandó, Fernandão, Luiz Eymard e Celso Kalache.

Time-base[9]:

·         Levantador: William

·         Cortadores: Fernandão, Suíço, Bernard, Luiz Eymard e Moreno

Treinador: Paulo Russo

 

Curiosidades: 

o time jogava no 5-1. E Renan era visto como opção entre os levantadores, junto a William e Bebeto de Freitas.

Um corpo de 300 jornalistas elegeu Bernard o terceiro melhor do campeonato. Ele ficou atrás apenas de Savin (medalha de ouro com a União Soviética) e Kin (semifinalista com a Coreia do Sul). Suíço também entrou no top 12.

E olha como as coisas eram diferentes no vôlei “amador”: Luiz Eymard e Fernandão foram impedidos de atuar contra a Polônia – uma celebrada vitória de 3x0, no chaveamento de quinto a oitavo – sob denúncia de serem profissionais. (A dupla jogava nos Estados Unidos, assim como Bebeto e Kalache).

 

Argentina, 1982

Colocação: vice-campeão (entre 24)

·         William, Bernardinho, Bernard, Xandó, Fernandão, Amauri, Renan, Montanaro, Domingos Maracanã, Léo, Rui e Cacau.

Time-base:

·         Levantador: William

·         Cortadores: Bernard, Xandó, Fernandão, Amauri e Renan

Treinador: Bebeto de Freitas

 

Curiosidades: ao bater Cuba por 3x0, na segunda fase, o Brasil quebrou um tabu de 11 anos sem vencer o rival caribenho em partidas oficiais.

Falando à imprensa, Bebeto enalteceu o fato da Seleção correr maiores riscos nas jogadas, em comparação a rivais taticamente mais rígidos, como a campeã URSS. Ainda conforme o professor, a armação do time favorecia o brilho ofensivo de Renan, um dos destaques brasileiros, que acabava protegido por Fernandão, Amauri ou Bernard. “Afinal, mesmo na defesa, Renan tem a função de atacante[10].”

 



França, 1986

Colocação: 4º (entre 16)

·         William, Bernardinho, Zé Eduardo, Xandó, Amauri, Rui, Montanaro, Bernard, Carlão, Renan, Léo e Pampa

Time-base:

·         Levantador: William

·         Cortadores: Xandó, Amauri (Léo), Rui, Montanaro e Bernard

Treinador: José Carlos Brunoro




Brasil, 1990

Colocação: 4º (entre 16)

·         Levantadores: Maurício e Betinho

·         Meios-de-rede: Jorge Édson, Cidão, Paulão, Giovane e Pompeu

·         Atacantes de ponta: Carlão, Tande e Janelson

·         Atacantes de força[11]: Marcelo Negrão e Pampa

Time-base:

·         Maurício, Carlão, Paulão, Cidão, Marcelo Negrão e Tande

Treinador: Bebeto de Freitas

 

Curiosidades: embora mais associado à posição de central, Carlão era ponta neste time. Já Giovane podia jogar em quaisquer funções, devido à versatilidade.




Grécia, 1994

Colocação: 5º (entre 16)

·         Levantadores: Maurício e Leandro

·         Meios-de-rede: Paulão, Carlão, Max, Jorge Édson e Douglas

·         Atacantes de ponta[12]: Tande, Giovane e Kid

·         Atacantes da correspondente: Marcelo Negrão e Gilson

Time-base:

·         Maurício, Tande (Kid), Carlão (Max), Marcelo Negrão, Giovane e Paulão (Douglas).

Treinador: José Roberto Guimarães


Curiosidades: 

nesta época de atacantes mais híbridos e passadores, o elenco dispunha de um número considerável de jogadores capazes de fazer “meio e ponta, com força e rapidez[13]”. Casos, por exemplo, de Carlão, Marcelo Negrão e Max.

Kid, Max e Douglas foram titulares nos duelos do mata-mata de quinto a oitavo.

 



Japão, 1998

Colocação: 4º (entre 24)

·         Levantadores: Maurício e Ricardinho

·         Meios-de-rede: Gustavo, Douglas e André Heller

·         Atacantes de ponta: Nalbert, Giba e Alex

·         Atacantes da correspondente: Max, Joel e Roim

·         Líbero: Kid

Time-base:

·         Douglas, Max, Nalbert, Gustavo, Maurício e Giba (Alex). Líbero: Kid.

Treinador: Radamés Lattari

 



Argentina, 2002

Colocação: campeão (entre 24)

·         Levantadores: Maurício e Ricardinho

·         Meios-de-rede: Gustavo, Henrique e Rodrigão

·         Atacantes de ponta: Nalbert, Giba, Dante e Giovane

·         Opostos: André Nascimento e Anderson

·         Líbero: Serginho

Time-base:

·         Giba, Henrique, André Nascimento, Nalbert, Gustavo e Maurício. Líbero: Serginho.

Treinador: Bernardo Rezende (Bernardinho)

 



Japão, 2006

Colocação: campeão (entre 24)

·         Levantadores: Ricardinho e Marcelinho

·         Meios-de-rede: Gustavo, André Heller e Rodrigão

·         Atacantes de ponta: Giba, Dante, Murilo e Samuel

·         Opostos: André Nascimento e Anderson

·         Líbero: Serginho

Time-base:

·         André Heller, André Nascimento, Dante, Gustavo, Ricardinho e Giba. Líbero: Serginho.

Treinador: Bernardinho

 



Itália, 2010

Colocação: campeão (entre 24)

·         Levantadores: Bruninho e Marlon

·         Centrais: Rodrigão, Lucão e Sidão

·         Ponteiros: Dante, Murilo, Giba, João Paulo Bravo e João Paulo Tavares

·         Opostos: Leandro Vissotto e Theo

·         Líberos: Mario Jr. e Alan

Time-base:

·         Murilo, Rodrigão, Leandro Vissotto, Dante, Lucão e Bruninho. Líbero: Mario Jr.

Treinador: Bernardinho

 



Curiosidades: devido a problemas com Bruninho e Marlon, Theo atuou improvisado de levantador contra a Bulgária (derrota por 3x0, pela segunda fase), no famoso Jogo da vergonha.

Na ocasião, tanto brasileiros quanto búlgaros já estavam classificados à etapa seguinte. E, por razões físicas, esportivas e logísticas, pisaram na quadra pouco interessados em vencer. Isso porque o derrotado não só entraria numa chave aparentemente mais tranquila, adiante, mas também não precisaria viajar pra jogar a fase final, caso sobrevivesse.

Em Giba neles!, biografia co-escrita com Luiz Paulo Montes, Giba mencionaria tais vantagens. Diria ainda que os anfitriões italianos tentaram dificultar a vida verde-amarela, ao longo do campeonato: “Proibiram o Brasil de treinar nas melhores academias. Nossa comida era diferente da servida às outras seleções.” E revelaria que o elenco fez uma votação pra definir se entregaria a partida pros búlgaros ou não:

“O resultado ficou longe de ser unânime – alguns dos mais jovens compraram a ideia de Bernardinho: entrar com força máxima para ganhar. A maioria, no entanto, optou pelo caminho, em tese, mais tranquilo. Decidimos, a portas fechadas, que perderíamos o jogo, cientes de que seríamos bombardeados de críticas e, a partir dali, praticamente obrigados a conquistar o título mundial. Minha opinião? Perder aqui para ganhar lá na frente. Deixamos a sala sem nos falar. Mudos e de cara fechada[14].”

A decisão de perder escancarou a brecha na fórmula de disputa, amplamente criticada no Brasil por propiciar resultados suspeitos – e pretensamente favorecer a Itália[15].

Outro fato marcante, desta vez mais leve, foi o inusitado galho que o repórter do SporTV – e ex-levantador –  Alexandre Oliveira quebrou num treino da Seleção, cobrindo ausência de Marlon[16].



Polônia, 2014

Colocação: vice-campeão (entre 24)

·         Levantadores: Bruninho e Raphael

·         Centrais: Lucão, Sidão, Eder e Renan

·         Ponteiros: Murilo, Lucarelli, Lipe e Mauricio Borges

·         Opostos: Wallace e Leandro Vissotto

·         Líberos: Mario Jr. e Felipe

Time-base:

·         Lucão, Wallace, Lucarelli, Sidão, Bruninho e Murilo. Líberos: Mario Jr e Felipe.

Treinador: Bernardinho

 

Curiosidades: Bernardinho revezou os líberos na maior parte da campanha – Mario Jr. no passe, Felipe na defesa. E Renan foi utilizado tanto como oposto quanto central.




Itália e Bulgária, 2018

Colocação: vice-campeão (entre 24)

·         Levantadores: Bruninho e William

·         Centrais: Lucão, Isac, Mauricio Souza e Eder

·         Ponteiros: Douglas, Lipe, Kadu e Lucas Loh

·         Opostos: Wallace e Evandro

·         Líberos: Thales e Maique

Time-base dos playoffs:

·         Douglas, Lucão, Wallace, Lipe, Mauricio Souza e Bruninho. Líberos: Thales e Maique.

Treinador: Renan dal Zotto

 

Curiosidade: Thales iniciou como líbero "integral". Adiante, Renan passou a usar Maique em situações de defesa.

 




Polônia e Eslovênia, 2022

Colocação: 3º lugar (entre 24)

·         Levantadores: Bruninho e Fernando Cachopa

·         Centrais: Lucão, Flavio e Leandro Aracaju

·         Ponteiros: Lucarelli, Leal, Rodriguinho e Adriano

·         Opostos: Wallace, Felipe Roque e Darlan

·         Líberos: Thales e Maique

Time-base dos playoffs:

·         Leal, Flavio, Wallace, Lucarelli (Rodriguinho), Lucão e Fernando Cachopa. Líbero: Thales.

Treinador: Renan dal Zotto





[1] “Produção Coletiva E Individual Do Brasil No Mundial De Volleyball”. Jornal dos Sports, edição de sexta-feira, 14 de setembro de 1956. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=112518_02&pesq=quaresma&pasta=ano%20195&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=14630.

[2] Livro Vôlei no Brasil – uma história de grandes manchetes, de Oscar Valporto.

[3] “Brasileiros venceram firmes à França: 3 x 0”. Edição de sábado-domingo, 5-6 de novembro de 1960. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=154083_02&pesq=quaresma&pasta=ano%20196&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=3360.

[4] “Baseado em edições do Jornal dos Sports de 19 e 20 de outubro de 1962.

 

Já na partida contra a URSS (24/10 – vitória soviética por 3x0), o time titular foi o seguinte: Quaresma, Nuzman, Pedro, Newdon, Victor e Fabio. Fonte: “Hoje: Brasil x Polônia”. Jornal dos Sports, edição de quinta-feira, 25 de outubro de 1962. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=112518_03&Pesq=quaresma&pagfis=12270.

[5] Baseado na nota “Brasil Estréia Dia 18 no Mundial de Volibol”. Diário de Notícias, edição de domingo e segunda-feira, 13 e 14 de setembro de 1970. Disponível no link: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093718_05&pesq=peterle&pasta=ano%20197&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=5381.

[6] “Tabela de volei foi ruim para o Brasil”. Edição de terça-feira, 15 de setembro de 1970. Disponível no link: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_08&Pesq=%22paulo%20matta%22&pagfis=11437.

[7] “Veteranos lembram vitória histórica sobre EUA”. Publicada na sexta-feira, 24 de novembro de 2006. Disponível no link: https://ge.globo.com/ESP/Noticia/Arquivo/0,,AA1362458-4435,00.html.

[8] “Nono lugar não deixou surpreso Célio Cordeiro” (seção “Do sétimo ao décimo segundo”). Jornal do Brasil, edição de segunda-feira, 4 de novembro de 1974. Disponível no link: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_09&pesq=%22c%C3%A9lio%20cordeiro%22&pasta=ano%20197&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=43981.

[9] “O BRASIL JÁ INCOMODA OS CAMPEÕES”, por Silvio Braun. Manchete Esportiva, edição de 10 de outubro de 1978. Mesma procedência da “consagração” do 5-1. Disponível no link: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=116335&pesq=%22paulo%20russo%22&pasta=ano%20197&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=13355.

[10] “Uma inovação tática”. A Tribuna, edição de sábado, 16 de outubro de 1982. Disponível no link: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=153931_06&pesq=xand%C3%B3&pasta=ano%20198&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=29079. Mesmo texto encontrado sob o título “Para Bebeto, já existe um estilo brasileiro” no Estado De S.Paulo. Edição de sábado, 16 de outubro de 1982. Disponível em: https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19821016-33008-nac-0021-999-21-not.

[11] Foi este o termo usado pelo Jornal do Brasil pra descrever os precursores dos opostos atuais num quadro sobre o elenco, acoplado à matéria “Seleção estréia com fôlego, forma e impulsão”, escrita por Mariucha Moneró. Foi deste quadro que saíram as informações sobre a versatilidade de Giovane e as funções de cada um dos 12 atletas. Edição de quinta-feira, 18 de outubro de 1990. Disponível no link: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=030015_11&pesq=%22bebeto%20de%20freitas%22&pasta=ano%20199&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=24809.

[12] Ao se referir a Tande no jogo Brasil x Cuba, pelas quartas-de-final, o narrador Luciano do Valle chegou a usar o termo “pivô”. Transmissão da Band, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=bG5JE1MxXZQ.

[13] “Enfim, Max pode ter uma chance”. Jornal dos Sports, edição de segunda-feira, 3 de outubro de 1994. Disponível no link: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=112518_06&Pesq=%22jos%c3%a9%20roberto%20guimar%c3%a3es%22&pagfis=22223.

[14] Mario Jr. também falou do assunto explicitamente. Na época, em meio às comemorações do tricampeonato, Alexandre Oliveira lhe perguntou, no SporTV: “No Campeonato Mundial, qual foi o momento mais difícil, pra você?”. O começo da resposta: “Eu acho que o momento mais difícil foi entregar o jogo contra a Bulgária.” Disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=ntstAsFv7DI.

[15] Respondendo à pergunta “Um torneio que premia, em alguns casos, mais a derrota do que a vitória, perde a credibilidade?”, Maurício, ex-levantador da Seleção, comentou: “É óbvio. O regulamento é vergonhoso, esdrúxulo e favorece a Itália. Um Mundial neste formato não pode ser sério. O regulamento permite que um time perca cinco jogos e ainda seja campeão mundial. Como isso? O Brasil jogou com o regulamento nas mãos, e não foi só o Brasil. A derrota da Rússia para a Espanha é normal? Estados Unidos perderem para a República Tcheca é normal? Claro que não!” (“Especialistas lamentam 'vergonha' no Mundial de Vôlei”. Publicado online no Zero Hora em 3 de outubro de 2010. Disponível no link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2010/10/especialistas-lamentam-vergonha-no-mundial-de-volei-3061716.html).

[16] Marlon ficou fora de boa parte da trajetória brasileira, em função de um problema no intestino. Contra a Espanha (vitória de 3x1, pela primeira fase), por exemplo, Bernardinho utilizou João Paulo Bravo em inversões, junto ao oposto da dupla troca.

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