Precisamos, mesmo, levar as premiações individuais de campeonato a sério?

A imagem mostra um desenho, feito à mão, num papel, da logo do Campeonato Mundial de vôlei de seleções e de uma bola de voleibol, vistas ao centro. Elas estão uma do lado da outra – a logo (representando uma taça) à esquerda, e a bola, à direita.

É um tema polêmico. Sempre rola uma ou outra distorção “complexa” nas escolhas. Mas ontem a parada foi das mais esquisitas que eu já vi, nesse curto período acompanhando vôlei.

A escolha de Alessia Orro como MVP do Campeonato Mundial feminino e as ausências de Myriam Sylla e Julia Kudiess do dream team não se sustentam por nenhum critério técnico. Nenhum.

Entre as equipes semifinalistas, até acredito que a levantadora titular da Itália tenha sido a mais regular na sua função. Mas Sylla foi a grande protagonista das campeãs tanto na semi quanto na decisão – pra dizer o mínimo. E Anna Danesi, lembrada na seleção do torneio, teve atuação discreta nos embates-chave. Só não foi substituída contra o Brasil, imagino eu, pelo banco curto de Julio Velasco no meio-de-rede, inclusive.

Ambas as centrais brasileiras poderiam estar na lista. E Julia K (maior bloqueadora do certame) deveria, tamanho o desempenho.

Sei que Bernardinho já criticou as premiações individuais, no passado – embora, no caso dele, a preocupação resida mais na gestão do elenco e no efeito dos trofeuzinhos no ego de quem os recebe. Ainda assim, penso que é hora de largarmos mão. Já que as escolhas não dizem respeito a quem mais joga bola, valorizemos nós mesmos, por conta, os atletas que fizeram por onde. Deixemos de repercutir tanto essas seleções mais políticas do que esportivas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Formação inicial: o erro que atrapalhou a Itália na final da VNL masculina

Campeonato Mundial: relembre todos os elencos do vôlei feminino do Brasil, edição por edição passada

O que garante mais sucesso nas séries A e B do Brasileirão: ter o melhor ataque? Ou a melhor defesa?