Os números não nos contam tudo, por si sós

A imagem mostra um desenho, feito à mão, das bandeiras de Estados Unidos e Canadá dispostas uma ao lado da outra. A bandeira americana está à esquerda, e a do Canadá, à direita. Abaixo delas, vê-se uma prancheta com números.

A equipe dos Estados Unidos eliminou o Canadá, hoje mais cedo, e garantiu vaga nas quartas do Mundial feminino de vôlei. Uma vitória tranquila (3x0), refletida nas estatísticas gerais de pontuação de quase todos os fundamentos[1].

Ataques...

Bloqueios...

Pontos em erros adversários...

Menos saques. No departamento de pontos em serviços, as canadenses “venceram” por 4x3.

Isso quer dizer que as vizinhas de cima dos States sacaram com mais eficiência?

Não. Bem pelo contrário: foram os EUA que causaram mais danos à recepção rival, ao longo da partida. Não à toa, o grande fundamento das campeãs de 2014, no duelo pelas oitavas de final, acabou sendo o bloqueio.

Taí um exemplo interessante de como os números ajudam a gente a entender as coisas - mas não nos contam tudo, por si sós. É preciso pesar o contexto no qual eles surgem. Avaliá-los. Aí, sim, os benditos poderão nos dizer paradas úteis de verdade.



[1] Aqui eu tomo como base a nomenclatura do site Volleyball World, que considera os parâmetros “ataque”, “bloqueio”, “saques” e “erros do adversário” pra somar a pontuação de cada equipe, numa partida.


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