Flamengo x Fluminense: por que Fabíola não foi substituída, no fim do quarto set da final do Carioca
Não é todo dia que se vê uma equipe incompleta, no vôlei. Mas rolou na final do Campeonato Carioca feminino. Ao ficar sem Fabíola, o Fluminense terminou o quarto set com menos de seis atletas em quadra – o que não é permitido. Assim, perdeu a parcial pro Flamengo.
Mas por que isso aconteceu? Por que a comissão técnica tricolor não substituiu sua levantadora titular, como era de se imaginar a princípio?
Em situações normais, Fabíola teria mesmo dado lugar à reserva imediata, Amanda Sehn, e a decisão continuaria sem grandes solavancos. Só que o Flu já tinha gasto as substituições regulares envolvendo ambas, naquele set. Ou seja: pra integrante da Seleção na Rio-2016 sair, ali, apenas por meio de uma substituição excepcional.
Aí veio o problema: quando se faz esse tipo de alteração, a jogadora retirada não pode mais retornar. Nem nos sets seguintes.
“O jogador lesionado/doente/expulso substituído através de uma substituição excepcional não tem permissão para voltar para a partida.”
(Texto das regras oficiais de voleibol no quadriênio 2025-2028)
A CT das Laranjeiras não quis correr esse risco, caso a veterana tivesse condições de atuar adiante (e não havia terceira levantadora, entre as relacionadas). Então, como o Flamengo já vencia por 24-18 no momento do atendimento médico, o Fluminense optou por não substituí-la.
O conjunto ficou incompleto... O Fla recebeu o ponto necessário pra fechar a parcial em 25-18... E a final foi pro tie-break, ganho pelo Rubro-Negro. Onde, aí sim, regularmente, Amanda sucedeu Fabíola no levantamento verde, branco e grená.
“A equipe que é declarada INCOMPLETA, para o set ou para a partida, perderá o set ou a partida. A equipe adversária receberá os pontos, ou os pontos e os sets, necessários para vencer o set ou a partida. A equipe incompleta manterá seus pontos e sets.”
(Texto das regras oficiais de voleibol no quadriênio 2025-2028)

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