Operário de Hildeberto leva a melhor sobre o Coritiba surpreendentemente ofensivo de Fernando Seabra, na semi do Paranaense 2026

A imagem em questão é um desenho, feito a mão numa folha de papel e depois editado digitalmente, das camisas usadas pelos atletas de linha de Coritiba e Operário na segunda partida da semifinal do Campeonato Paranaense de futebol de campo masculino de 2026. O uniforme do Coxa é branco com detalhes em verde nas mangas e gola, e conta com duas listras horizontais grossas na altura do peito, também verdes. Já a veste do Fantasma conta com listras verticais em preto e branco, sendo as pretas um pouco mais grossas que as brancas. Esta camisa é prioritariamente negra na parte das mangas e acima delas, bem como na parte de baixo do uniforme. A camisa do Operário tem, ainda, gola pólo, e conta com alguns detalhes na cor branca na gola e nas mangas.

O Operário eliminou o Coritiba dentro do Couto Pereira e, pela segunda temporada seguida, decidirá o Campeonato Paranaense.

A vida do campeão de 2015 e de 2025 não foi fácil, nesta edição de tiro curtíssimo. Trocou de treinador... Flertou com o Torneio da Morte... Mas sobreviveu. Chegou ao mata-mata de 2026. E, agora, sob a égide de Luizinho Lopes, terá a chance de obter um bi inédito em sua história.

Fernando Seabra montou o Coxa de forma surpreendentemente ofensiva pro retorno das semifinais: Breno Lopes, Lavega, Pedro Rocha, Josué e Lucas Ronier foram todos titulares. De perfil marcador, à frente da zaga propriamente dita, apenas Willian Oliveira[1] – algo curioso quando se pensa que a ida tinha terminado empatada, e a volta rolava em Curitiba. O Fantasma aproveitou e, em especial na maior parte do primeiro tempo, controlou o andamento geral do jogo.

Hildeberto foi o destaque, na direita do ataque. Propiciou duas situações agudas, antes dos 30 minutos (uma finalizando, outra passando); esteve envolvido no 1x0; e, de quebra, deu a assistência pro gol de Aylon, o do 2x1, já depois do intervalo.

Outro detalhe interessante, pra fechar: no estadual passado, Boschilia havia perdido um pênatli contra o Verdão, na fase de turno. Ontem, bateu o primeiro dos pontagrossenses na disputa da marca da cal – e converteu, contribuindo pro 6x5 que sucedeu o 2x2 do tempo normal.



[1] Na coletiva após a partida, Seabra foi perguntado se o esquema não deixou o Coxa vulnerável demais – minha exata impressão. Ele argumentou que Lavega e Josué tinham experiência como médios, e que o problema não teria sido a formação em si. Ainda assim, vale lembrar: ambos têm perfil ofensivo, e a maioria dos jogadores do setor de defesa teve dificuldades lá atrás, contra o Fantasma – o que pode ser indício de uma questão na estrutura, sim.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Formação inicial: o erro que atrapalhou a Itália na final da VNL masculina

Campeonato Mundial: relembre todos os elencos do vôlei feminino do Brasil, edição por edição passada

O que garante mais sucesso nas séries A e B do Brasileirão: ter o melhor ataque? Ou a melhor defesa?