Brasil x EUA: a vontade de Lorena, os saques de Aline e a constância de Aninha

A imagem mostra um desenho feito à mão, com fundo na cor azul clara, das bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil, ambas postadas acima da logo da Liga das Nações de voleibol.

A vitória do vôlei feminino do Brasil contra os Estados Unidos, anteontem, veio de forma protocolar. As americanas estão na semana 1 de Liga das Nações com formação bastante mexida – o que deu à Seleção estofo e favoritismo pra ganhar de 3x0, num duelo de placares quase sempre liderados.

Porém, jogo é jogo. E, como o quadro de José Roberto Guimarães tem novidades, houve coisas interessantes – e avanços – rolando no segundo compromisso verde e amarelo no Maracanãzinho.

De mais relevante, talvez, pode-se destacar a titularidade de Lorena – um reconhecimento pela gana da central quando acionada na estreia, ante a Tchéquia. Substituindo Diana desde o princípio, agora, a melhor jogadora do Sesc RJ Flamengo na última Superliga ajudou a Canarinho a ganhar corpo no bloqueio. Ela e Julia Kudiess, combinadas, somaram sete pontos no fundamento.

Reprisando o papel da partida anterior, a ponta Aline Segato foi usada duas vezes pra sacar. E, na segunda, mostrou-se fundamental. Graças à sua passagem no serviço, a equipe, ameaçada por uma reação dos EUA, voltou a ficar confortável e faturou o segundo set.

E Ana Cristina?

Olha... A constância da ponteira chamou atenção – de novo. Errou pouco, ajudou quase sempre que preciso. Os números falam por si: 20 pontos – 11 só na segunda parcial –, convertendo 16 de 29 ataques. Anotou dois aces e até passou na frente da líbero Laís, em certas recepções. Aqui, cabe mencionar, também, o aumento da confiança de Tainara no aspecto ofensivo. A bola da oposta andou mais do que no embate passado.

Enfim. O Brasil sofreu com o saque adversário em dados momentos... Julia Bergmann teve instabilidades no passe (embora tenha correspondido nas defesas)... E Jheovana – melhor oposta da Superliga 2024-25, na minha visão – demonstrou nervosismo ao ser acionada, no terceiro set. Mas os padrões da Seleça ficaram mais nítidos. É ver, portanto, como será nos compromissos – duros – contra Alemanha e Itália, no fechamento desta semana 1.

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Formação do Brasil na vitória contra os Estados Unidos – 3x0 (25-18, 25-17 e 25-19):

Julia Bergmann e Ana Cristina (Helena e Aline Segato); Lorena e Julia Kudiess; Tainara (Jheovana); Macris (Roberta); Laís.


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Confira mais análises da Seleção na Liga das Nações feminina de 2025:

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