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Flamengo x Fluminense: por que Fabíola não foi substituída, no fim do quarto set da final do Carioca

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Não é todo dia que se vê uma equipe incompleta, no vôlei. Mas rolou na final do Campeonato Carioca feminino . Ao ficar sem Fabíola , o Fluminense terminou o quarto set com menos de seis atletas em quadra – o que não é permitido. Assim, perdeu a parcial pro Flamengo. Mas por que isso aconteceu? Por que a comissão técnica tricolor não substituiu sua levantadora titular, como era de se imaginar a princípio? Em situações normais, Fabíola teria mesmo dado lugar à reserva imediata, Amanda Sehn , e a decisão continuaria sem grandes solavancos. Só que o Flu já tinha gasto as substituições regulares envolvendo ambas, naquele set. Ou seja: pra integrante da Seleção na Rio-2016 sair, ali, apenas por meio de uma substituição excepcional . Aí veio o problema: quando se faz esse tipo de alteração, a jogadora retirada não pode mais retornar. Nem nos sets seguintes. “O jogador lesionado/doente/expulso substituído através de uma substituição excepcional não tem permissão para voltar para a pa...

Gol no fim, Sicupira em ação, técnico balançando: relembre o último Remo x Athletico, pelo Brasileirão, jogado no Pará

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A história oficial dos duelos entre Athletico e Remo não é extensa. Eles só ficaram frente a frente sete vezes, até hoje. Ainda assim, já rolaram coisas bem interessantes nesses poucos embates – incluindo definição por pênaltis na Copa do Brasil, dez anos atrás. Mas a viagem que eu proponho, agora, vai mais longe no Túnel do Tempo – até 1975 . Temporada na qual os times se pegaram no Pará, por um Campeonato Brasileiro , pela última vez. O Rubro-Negro da época tinha Valdemar Carabina no comando técnico e jogadores lendários como Sicupira , Alfredo e Altevir . Fizera campanha de destaque no Brasileirão prévio, tirando tinta do quadrangular final. Só que, um ano depois, a situação na Baixada estava mais complexa. Carabina balançava no cargo... Sicupira era questionado por parte da imprensa – começara no banco, na rodada anterior... E a equipe sofria no Norte/Nordeste. O compromisso com o Remo sendo o terceiro seguido do CAP por lá, na esteira de duas derrotas. Pra completar, o m...

A dramática prata da Bulgária no Mundial de vôlei masculino de 1970

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Imagine a seguinte situação: você sedia o Campeonato Mundial e sua seleção chega – invicta – à rodada decisiva da fase final . Basta ganhar só mais um jogo... O último... E uhull!! Abre-se o champanhe e festeja-se a conquista. Inédita, inclusive. Aí o time vai lá e, de quebra, manda um 13-5 no quinto set deste último jogo. Os dedos já quase tocam a taça. Mas o adversário não se entrega. Tira forças sabe Deus de onde... Vira... E vence por 15-13 [1] . Três a dois pra eles. O time e o rival terminam a fase com a mesma campanha – e o mesmo número de sets ganhos. Só que a sua seleção perdeu um set a mais. E por isso... Por este setzinho a mais... São eles, os outros caras, que levantam o troféu. Acredite. Foi assim que o vôlei masculino da Bulgária ficou com a prata em 1970 , enquanto o ouro rumava à Alemanha Oriental . Desde então, os búlgaros conseguiram no máximo dois bronzes – o primeiro batendo o Brasil na disputa do terceiro lugar, em 1986, e o segundo em 2006. Será qu...

Brasil no Mundial masculino: campanha inesperada, sim – pior da história, não

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Vários conteúdos por aí usaram o termo “pior campanha” pra descrever a participação do Brasil no Mundial de vôlei masculino deste ano. Isso por conta da posição final inédita e modesta da Seleção: 17ª entre 32 equipes. Mas é adequado usarmos a colocação como parâmetro? Será que foi, mesmo, a pior campanha brasileira na história?   Quando se fala em “pior campanha”, penso que o melhor indicador é o aproveitamento de vitórias na primeira fase. E, com ele em mente, dá pra ver como a eliminação dos comandados de Bernardinho em 2025 foi fora da curva. O time venceu dois dos três jogos que disputou no chaveamento inicial: 67% de aproveitamento, portanto. Nunca a porcentagem tinha sido tão alta, em quedas tão precoces [1] :           Em 1956, a Seleção deixara a disputa do título ao ganhar uma partida e perder outra, num grupo de três (aproveitamento de 50%).           Em 1966, foram duas vitórias em quatro compromissos (ap...

Campeonato Mundial: relembre os elencos do vôlei masculino do Brasil, edição por edição passada

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A zebra anda passeando pelo recém-iniciado Campeonato Mundial masculino! E o vôlei do Brasil tenta ficar imune a ela enquanto persegue o quarto título de sua história – novamente com Bernardinho no comando técnico. Bora então fazer uma viagem no tempo, relembrando todos os elencos da Seleção no torneio? Edição por edição passada? De 1956 até 2022? Vem comigo!   França, 1956 Colocação: 11º (entre 24) ·          Lúcio, Alexandre, Jorginho, Urbano, Nelson, Maurício, Quaresma, Borboleta, Joel, Alvaro, Sérgio e Márcio. Time-base [1] : ·          Urbano, Sérgio (Nelson), Lúcio, Borboleta, Quaresma e Jorginho. Treinador: Sami Mehlinsky   Curiosidade: o time atuava no 6-6, com todos atacando e levantando.  Segundo o livro Vôlei no Brasil – uma história de grandes manchetes , de Oscar Valporto, “a tática consistia no primeiro passe já ser um levantamento para que o homem na red...