Brasil x Itália... E um balanço da semana 1 do vôlei feminino na Liga das Nações
Agora que o jogo contra a Itália já foi, e também a semana 1 da Liga das Nações, alguns panoramas ficaram um pouco mais claros no novo time do Brasil.
Primeiro, a falta de Nyeme e Natinha. Sem as líberos protagonistas do ciclo olímpico anterior, o vôlei feminino verde e amarelo sentiu problemas no passe ao encarar os oponentes complicados. Laís não conseguiu cobrir mais quadra, no auxílio à caçada Ana Cristina. Mas houve uma boa notícia: Kika. A defensora do Minas deu gás à Seleção, no embate com as italianas. Boa parte da reação no confronto pode ser atribuída a ela. Se a semana não tivesse acabado, de repente a cidadã pudesse até começar a partida seguinte de titular. Veremos o que os treinos dirão.
Lorena, em especial, foi a grande agarradora de oportunidade. Demonstrou tanto empenho na janelinha ofertada, na estreia, que dali por diante começou sempre jogando no meio-de-rede.
Luzia teve trilha similar. Não virou titular, porém ajudou a mudar o panorama diante das alemãs, num duelo bastante enroscado. A concorrência de Diana não está fácil...
Na saída, o desempenho abaixo de Tainara, ofensivamente, abriu espaço para Jheovana. Após um nervosismo inicial, a jovem do Paulistano Barueri mostrou potencial nos dois últimos compromissos. Lembro de vê-la até passando, ante a Alemanha. Fora o saque, arma super conhecida pelo público da Superliga.
A utilização de Aline Segato sacando, aliás, por parte do treinador José Roberto Guimarães, também representou grata surpresa – quase sempre efetiva. E a personalidade de Helena, na derrota à Itália, chamou atenção. A ponta veio de temporada dura no Sesc RJ Flamengo, sentindo um pouco a pressão da expectativa. Porém, saindo do banco nacional como alternativa franco-atiradora, correspondeu. O Brasil pode até ter perdido por 3x0 pras campeãs olímpicas (e defensoras do título da VNL, atuando numa formação bem próxima da ideal), mas ela anotou quatro pontos na terceira parcial, entrando de oposta na vaga de Jheovana. E o set só foi encerrado no 29-27.
Falando mais especificamente das titulares... Julia Bergmann mostrou estar com jogo mais completo – seus golpes andando mais e seu papel tático mais desenvolvido. E Julia Kudiess destacou-se nos bloqueios. Segunda maior bloqueadora da semana 1 (16 blocks), ficou somente atrás da sérvia Kurtagic – faltando apenas aparecer mais no ataque.
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Formação do Brasil na
derrota contra a Itália – 0x3 (22-25, 18-25 e 27-29):
Julia Bergmann e Ana Cristina (Aline Segato); Lorena e Julia Kudiess (Luzia); Tainara (Jheovana e Helena); Macris (Roberta); Laís (Kika).
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Confira mais análises
da Seleção na Liga das Nações feminina de 2025:
Primeira fase
Jogo 1: Brasil 3x0 Tchéquia
Jogo 2: Brasil 3x0 Estados Unidos
Jogo 3: Brasil 3x2 Alemanha

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