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Tóquio, 1964: União Soviética leva o primeiro ouro olímpico, no vôlei masculino

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(Imagem: Guilherme Mattar) No texto anterior aqui do blog, contei o início da relação entre vôlei e Olimpíada , em, 1924 – ainda fora do evento propriamente dito. Pois bem. Quarenta anos depois, a modalidade entrou, de fato, no rol das competições. E a União Soviética faturou o ouro, no naipe masculino. A equipe vencedora levava vantagem no físico. Tinha jogadores mais altos e mais fortes que a concorrência. Preponderava, em especial, nos bloqueios. Além da segurança das bolas altas e da frieza/controle emocional, lembrados por Cacá Bizzocchi no livro O voleibol de alto nível: da iniciação à competição . O retrospecto prévio já impressionava. Dos cinco Campeonatos Mundiais disputados até aquele ponto da história, a URSS havia abocanhado quatro. E vinha de um bi invicto, inclusive. Não à toa, a nação socialista seria uma das primeiras escolas copiadas no esporte da pelota voando. A superioridade ficou comprovada, ainda, no modo como a conquista veio. Não rolava final em Tóquio, ...

Olimpíada em Paris e vôlei – uma história centenária

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(Imagem: Guilherme Mattar) O vôlei virou esporte olímpico no ano de 1964. Mas sua história nos Jogos começou antes. Beeem antes. Mais precisamente em 1924, quando figurou num evento paralelo, incorporado à segunda Olimpíada de Paris da era moderna. Esse evento paralelo, os Jogos da infância , reuniu práticas entre escolas e jovens de França e Estados Unidos. A Associação Cristã de Moços foi contemplada, o que facilitou ao voleibol – criado havia três décadas no seio de uma ACM, nos States – adentrar a mistura. A programação incluiu partidas da modalidade ao longo dos dias 18 e 20 de julho . Os duelos – equipes selecionadas norte-americanas, entre si, na sexta-feira; escolas francesas, entre si, no sábado; e duas pelejas de equipes selecionadas dos dois países, uma contra a outra, no domingo – rolaram à tarde, no Stade de Colombes . Mesmo local que, rebatizado com a alcunha atual, Yves-du-Manoir , receberia a final da Copa do Mundo de futebol masculino, em 1938. E que voltará ...

2023: a volta de Thaisa e a falta de Ana Cristina | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Seleção troca figurinhas durante partida contra o Japão, no Pré-Olímpico. Imagem: reprodução/Youtube GE ) A “ prata com gostinho de ouro ” teve seu valor. Mas era hora de virar a página. Vice de duas Ligas das Nações , da Olimpíada e do Mundial num curto intervalo de tempo – perdendo as três últimas finais por 3x0 –, o Brasil de José Roberto Guimarães precisava voltar a ter fome. E ninguém melhor do que Thaisa para resgatar esse sentimento. “Nós temos que dar um salto de qualidade, sim. A gente precisa ganhar uma grande competição. E, pra isso, a gente tem que trabalhar e evoluir mentalmente pra esse tipo de situação”, disse o head coach em entrevista ao Web Vôlei . Thaisa não vestia a camisa verde e amarela desde 2018 . Pedira dispensas em 2019 e 2021 – na última, o adeus soava definitivo. Só que Zé a convenceu a retornar. O título almejado pela comissão técnica, todavia, não viria em 2023. Temporada na qual a equipe não poderia escalar Carol Gattaz nem Julia Kudiess , gra...

2022: ciclo menor, competitividade igual | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Elenco festeja a virada contra o Japão, no mata-mata do Mundial. Imagem: reprodução/ Youtube GE ) O Brasil superou as expectativas e faturou a prata na Olimpíada de 2020 , disputada em 2021. Um resultado celebrado – conquistado por um grupo de faixa etária elevada. Para se ter uma ideia, apenas três das 12 vice-campeãs tinham menos de 30 anos. E só Ana Cristina , menos de 27. A renovação que não deu certo na preparação de Tóquio teria que rolar na de Paris. E com um ano a menos de ciclo. Que já começaria na temporada do Campeonato Mundial . José Roberto Guimarães não contaria mais com Fernanda Garay ... Camila Brait ... Nem Natália . Por isso, pediu paciência. Talvez os resultados não viessem de cara. Engano dele. Em 2022, a Seleção Brasileira novamente excederia os prognósticos, tanto no Mundial quanto na Liga das Nações . A caminhada na VNL deu-se de maio a julho. Tendo Kisy de oposta titular (22 anos) e Julia Kudiess no miolo (19), a Seleça perdeu o ouro para a Itália da MV...

2020-2021: Camila Brait, Carol Gattaz, Ana Cristina e a “prata com gostinho de ouro” | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Post atualizado em 8 de julho de 2024) (Seleção sobe, de máscara, ao pódio de Tóquio. Realizados em 2021, os Jogos de 2020 ficaram marcados pela ausência de público - e por uma campanha verde e amarela acima do esperado. Imagem: reprodução/Youtube Olympics ) Estava tudo pronto. O calendário, montadinho : Liga das Nações em maio, Olimpíada começando   no fim de julho. Bastava às equipes prepararem-se, fazerem os últimos ajustes e tcharam! O ciclo terminaria na apoteose de Tóquio, coroando o novo medalhista dourado em agosto de 2020. Aí veio a pandemia do Coronavírus e bagunçou o coreto. Ou melhor, ajudou a bagunçar. Porque, em janeiro, o anúncio do primeiro cancelamento não teve a ver com a COVID-19. A organização do Torneio de Montreux temia o impacto que a preferência das seleções pela VNL, coladinha ao evento suíço, causaria. Decidiu, então, cancelá-lo . Depois, a crise sanitária ferrou o esquema de vez. Em março, concordou-se pelo adiamento dos Jogos Olímpicos para 20...

2019: testes e retornos antes de Tóquio | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Zé instrui Gabi em duelo contra as dominicanas, no Pré-olímpico. Imagem: reprodução/Youtube Volleyball World ) Lesões, pedidos de dispensa e dificuldades na renovação pós-Rio 2016 forçaram a comissão técnica do Brasil a buscar soluções em 2019. Rodar. Testar possibilidades. E não tirar as veteranas do radar. Tal como 2018 , a temporada pautou-se por resultados abaixo da crítica nas principais competições. Apesar disso, a classificação olímpica – o objetivo maior – veio. Com contribuição relevante de quem? De uma das novatas testadas. Muito que bem... Comecemos pelo começo. Na Liga das Nações , a Seleção resgatou Léia . Conquistou a prata, entre maio e julho. Acabou superada pelos Estados Unidos, na decisão. 3x2, depois de abrir 2x0. A campanha salientou novo revés à Alemanha, que se transformava numa pedra no nosso caminho. Além de jogos duros com a emergente Polônia... Um êxito em sets diretos sobre a Turquia, já se inserindo no rol das badaladas, nas semi... E quedas an...

2018: o ano mais difícil | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

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(Post atualizado em 9 de julho de 2024) (Jogadoras tentam conter a tristeza após perderem o primeiro set contra o Japão, no Mundial. O revés por 25-23 eliminou a Seleção antes mesmo do duelo terminar. Imagem: reprodução/Youtube Volleyball World ) De todos os anos de José Roberto Guimarães no vôlei feminino do Brasil , 2018 foi o mais complicado. A equipe rendeu abaixo do esperado – sobretudo no Campeonato Mundial , estrela da companhia. E viveu uma crise tanto física quanto no processo de renovação pós Rio-2016. Bora acessar o Túnel do Tempo e relembrar o que se deu com a Seleção, nesse período difícil? A temporada abriu trazendo novidade: a primeira Liga das Nações da história. De maio a julho. Havia expectativa de que Tifanny fosse chamada, pelas atuações na Superliga. Entretanto, a Federação Internacional ainda tentava balizar critérios de eligibilidade para atletas trans . Isso fez com que a atacante não fosse considerada na convocação da Confederação Brasileira. O iníci...