2015: pódios no Grand Prix e no Pan | Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina de vôlei

 

Jogadoras do Brasil tentam armar um bloqueio para frear o ataque italiano, em partida do Grand Prix de vôlei feminino de 2015. Na imagem, vê-se duas atletas brasileiras tentando montar o block, enquanto outras duas posicionam-se para a cobertura, caso a bola avance à quadra do Brasil. Uma das atletas da cobertura surge agachada, bem no canto inferior esquerdo, enquanto a outra se posiciona à direita do block, próxima do canto inferior da imagem. As jogadoras do bloqueio são vistas na porção central da imagem, um frame de vídeo da transmissão oficial do jogo. Uma das jogadoras do block se movimenta em diagonal, em direção à direita, enquanto a outra está no ar, no centro/direita da imagem, posicionada à frente da atleta italiana que ataca, vista parcialmente à direita dela. O Brasil joga de azul, enquanto a Itália, de branco. Perto do limite direito da imagem, vê-se a árbitra de cadeira, em pé, levemente inclinanda para a frente. A árbitra usa uniforme e calça escuros, a parte de cima com mangas longas brancas. Seu tênis também é branco.
(Brasileiras em ação contra a Itália, na etapa decisiva do Grand Prix. A vitória por 3x1 garantiu-nos o bronze. Imagem: reprodução/Youtube Volleyball World)

Que tal relembrar mais uma temporadinha sagaz do vôlei feminino do Brasil?

Hoje, o tema é 2015.

Nesse período, a Seleção usualmente buscaria qualificar-se à Olimpíada. Mas a vaga veio de antemão, desta vez. Por isso, José Roberto Guimarães e companhia não foram convidados a tomar parte da Copa do Mundo – que servia de classificatório.

A temporada seria marcada por pódios. E algo até estranho: pela primeira vez desde 2007, o time não se sagraria campeão ou vice do Grand Prix.

 

Bom, a parada começou com as juvenis peleando na Copa Pan-Americana, em junho. A equipe dirigida por Maurício Thomas tinha nomes como Drussyla, Ariane (mais utilizada de central do que na função de origem, oposta), Lorenne e Laís. Parou na fase de grupos, obtendo o sétimo lugar no mata-mata dos eliminados. Os Estados Unidos de Carli Lloyd foram os campeões, no Peru.

Já a formação principal desdobrou-se para dar conta do Grand Prix e do Pan-Americano de Toronto, praticamente simultâneos. Dividiu-se o elenco, na segunda metade de julho. Metade pegando o bronze, nos EUA – orientada pelo assistente Paulo Coco. Metade pegando a prata no Canadá – orientada por Zé.

Sassá retornou à Seleção e atuou de líbero no Grand Prix, na suplência de Léia. Deste conjunto, apenas Dani Lins e Natália (eleita uma das melhores ponteiras da competição[1]) remanesciam do ouro de Londres.


Ao Pan, foram levadas Adenizia (premiada entre as meios-de-rede), Camila Brait (melhor líbero, passadora e defensora do prélio), Fernanda Garay e Jaqueline.

Jaque vinha de uma experiência complicada na edição pan-americana de 2011. Acabou tendo de lidar com outro infortúnio: uma lesão lombar que a impediu de contribuir tanto quanto gostaria. As americanas ganharam a final das brasileiras por 3x0.

Algumas caras frequentes no futuro da Canarinho assomaram nessas campanhas. Entre elas, Roberta... Macris... E uma Rosamaria de 20 anos de idade.

 


O Florão da América aqueceu as turbinas para o Sul-Americano, no fim de agosto, vencendo a Copa Rio Internacional. Voltou a contar com Sheilla... Superou Alemanha, Bulgária e Países Baixos... E faturou o caneco amistoso no Maracanãzinho.

Adiante, confirmou o favoritismo e abocanhou o 11º Sula seguido, em outubro. Sem perder sets. O retorno importante, agora, sendo o de Fabiana.

Louro em cima do Peru, na Colômbia.


E assim terminava maaais um ano de Zé Roberto frente à Seleção Brasileira.

Várias atletas receberam oportunidades, deixando uma questão em aberto: como ficaria o grupo quando peças experientes – Thaisa... Tandara... Fabíola... – retornassem às convocações?

Dani Lins e Camila Brait despontavam. Gabi ganhava espaço. Roberta surgia no radar.

Adenizia, Juciely e Carol labutavam numa arena dominada por referências.

Mas ainda faltava a temporada de seleções de 2016. E muita... Muita coisa ocorreria até a lista do Rio sair.

-

Elenco do Brasil no décimo terceiro ano de Zé Roberto – 2015

Copa Pan-Americana:

Levantadoras: Lyara e Thaís Evellin
Ponteiras: Drussyla, Karol Tormena, Lana e Gabi Cândido
Opostas: Lorenne e Priscila Késsia
Centrais: Laiza, Ariane, Gabriella Rocha e Tchela
Líberos: Laís e Kika

Grand Prix (jogadoras relacionadas ao longo da competição):

Levantadoras: Dani Lins, Roberta, Ana Tiemi e Macris
Ponteiras: Natália, Gabi, Suelle, Ellen, Jaqueline, Fernanda Garay e Mari Paraíba
Opostas: Monique, Ivna e Joycinha
Centrais: Juciely, Carol, Mayhara, Mara, Adenizia e Bárbara
Líberos: Léia, Sassá e Camila Brait

Pan-Americano:

Levantadoras: Macris e Ana Tiemi
Ponteiras: Fernanda Garay, Mari Paraíba, Jaqueline e Michelle
Opostas: Rosamaria e Joycinha
Centrais: Adenizia, Bárbara e Angélica
Líbero: Camila Brait

Copa Rio Internacional:

Levantadoras: Dani Lins, Macris e Roberta
Ponteiras: Natália, Gabi e Mari Paraíba
Opostas: Monique, Sheilla e Rosamaria
Centrais: Adenizia, Carol e Bárbara
Líberos: Camila Brait e Léia

Sul-Americano:

Levantadoras: Dani Lins e Roberta
Ponteiras: Natália, Gabi, Fernanda Garay e Mari Paraíba
Opostas: Sheilla e Monique
Centrais: Fabiana, Juciely, Adenizia e Carol
Líberos: Camila Brait e Léia

-

Confira os demais textos do Especial Zé Roberto, 20 anos na Seleção Brasileira feminina:

- 2003: Como Zé Roberto virou técnico da Seleção
- 2004: Da euforia do Grand Prix ao 24-19
- 2005: Quase 95% de aproveitamento
- 2006: Polêmica, títulos em sequência e volta à final do Mundial
- 2007: Prata no Pan mantém a desconfiança
- 2008: Auge na hora certa, ouro em Pequim
- 2009: Rendimento alto e busca pela sucessora de Fofão
- 2010: Vice no Mundial, numa temporada incomum
- 2011: Título no Pan, vaga olímpica adiada
- 2012: Ouro cinematográfico
- 2013: Outra abertura forte de ciclo
- 2014: Despedida de Fabi e terceiro pódio seguido no Mundial



[1] Juciely também levou premiação individual, na categoria das centrais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Formação inicial: o erro que atrapalhou a Itália na final da VNL masculina

Campeonato Mundial: relembre todos os elencos do vôlei feminino do Brasil, edição por edição passada

O que garante mais sucesso nas séries A e B do Brasileirão: ter o melhor ataque? Ou a melhor defesa?